Paulo Fonseca/EFE
Paulo Fonseca/EFE

Thiago Neves nega dois toques na cobrança que deu título ao Cruzeiro

Meia afirma que pediu para bater penalidade decisiva, que foi contestada pelos jogadores do Flamengo

Estadão Conteúdo

28 de setembro de 2017 | 00h34

Autor do quinto e decisivo pênalti que deu o título da Copa do Brasil ao Cruzeiro, nesta quarta-feira, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, o meia Thiago Neves revelou que pediu para bater a última cobrança, assim como aconteceu na semifinal contra o Grêmio - naquela ocasião, ele errou.

"Eu agradeço a Deus por momentos assim. Era uma responsabilidade enorme, pela contratação que o Cruzeiro fez, pelo esforço da diretoria e por acreditarem em mim. Foi assim também na semifinal e pedi para bater o último pênalti de novo. Agradeço a Deus por deixar essa decisão nos meus pés", disse Thiago Neves, em meio à comemoração do título no gramado, em entrevista ao canal SporTV.

Thiago Neves negou que no chute decisivo, que entrou no ângulo esquerdo alto do goleiro rubro-negro Alex Muralha, tenha dado dois toques por causa de um escorregão na hora de apoiar o pé direito na grama. "Não bateu no meu pé direito, foi na grama mesmo. Eu escorreguei na hora da cobrança. Mas o juiz não podia voltar um pênalti desse", afirmou o cruzeirense.

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Mesmo com o escorregão, Thiago Neves ressaltou que chutou do que jeito que imaginou para tirar o goleiro flamenguista da jogada. "Tivemos jogos complicados, viagens difíceis, e não podíamos ficar sem esse caneco pelo que a gente fez. Treinei desse jeito nesse canto, bati cruzado e sabia que era difícil para o goleiro pegar", completou o meia.

Quem teve poucas chances de mostrar serviço em campo foi o atacante Raniel, que deixou o jogo logo nos primeiros minutos com fortes dores musculares nas duas coxas. "Passou tudo pela minha cabeça naquela hora. Infelizmente me machuquei e não pude continuar. Agradeço a Deus pelo título", disse o jogador, que confirmou que já sentia dores antes da partida. "Teimei e falei que dava para jogar".

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