Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Thiago Silva ganha a tarja de capitão sem dar um berro

Zagueiro do PSG é o símbolo do setor que dá poucas dores de cabeça à comissão técnica

Mateus Silva Alves - Enviado Especial, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2013 | 07h15

BRASÍLIA - Luiz Felipe Scolari não foi um zagueiro de grande categoria, verdade seja dita, mas assim mesmo fez seu nome no interior do Rio Grande do Sul jogando nessa posição. Ele costuma prestar especial atenção nos beques dos times que dirige, mas com a dupla titular da seleção brasileira, o gaúcho não tem preocupação.

Muito pelo contrário. A confiança do treinador em Thiago Silva e David Luiz é infinita, tanto que eles são os capitães da equipe. Quando o ex-jogador do Fluminense não está em campo, quem assume a braçadeira é o cabeludo do Chelsea.

Thiago já era o capitão desde os tempos de Mano Menezes, e Felipão nem cogitou mexer nisso. Também capitão do Paris Saint-Germain, o zagueiro é uma unanimidade no elenco. E o que mais orgulha Thiago é ter conseguido esse respeito todo sem ter dado um berro.

“Tudo o que quero é ser respeitado e ser uma referência do grupo. Sei que virei capitão, ainda na época do Mano, pelo respeito que tenho de todos aqui”.

Com o seu jeito sério, Thiago é adorado pela torcida do PSG, assim como era adorado pelos torcedores de Milan e Fluminense. E desperta o desejo dos os grandes clubes do mundo. Na Espanha, contam que o Barcelona sonha em contratá-lo para ser o novo chefe da defesa. O problema é que até mesmo um gigante como o Barça tem dificuldades para pagar o que Thiago Silva vale: A 40 milhões (cerca de R$ 114 milhões), fora o altíssimo salário.

Curiosamente, uma alternativa que o Barça estuda para o caso de a contratação de Thiago se mostrar realmente inviável é incorporar David Luiz ao seu elenco. O jogador do Chelsea se destacou na segunda metade da temporada europeia jogando como volante, o que deixou Felipão tentado. Em 2002, ele foi campeão do mundo com Edmilson se revezando entre as funções de zagueiro e volante.

Desta vez, o plano inicial do técnico é manter David ao lado de Thiago Silva. Mas há sinais de que ele pode fazer do cabeludo o “novo Edmilson”. No amistoso contra a França, por exemplo, David jogou os minutos finais no meio, com Dante na defesa. Essa alternativa também foi testada pelo treinador na segunda parte do treino de ontem, em Brasília.

“Em princípio, não estou pensando em começar jogando com o David Luiz de volante”, disse Felipão. “Mas tenho pensado muito. E, dependendo dos resultados e dos jogos, ele tem condições de jogar (no meio) para que a gente tenha uma proteção maior aos zagueiros.”

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