Martin Meissnet/EFE
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Thuram faz 2 gols em goleada do Mönchengladbach e protesta contra morte de Floyd

Atacante se ajoelha em referência a Colin Kaepernick, que protestou contra a violência policial durante execução do hino dos EUA em jogo da NFL

Redação, Estadão Conteúdo

31 de maio de 2020 | 13h39

A luta por um lugar no grupo que garante vaga à próxima edição da Liga dos Campeões continua acirrada no Campeonato Alemão. Neste domingo, o Borussia Mönchengladbach goleou o Union Berlin por 4 a 1, em casa, pela 29ª rodada, e voltou para o terceiro lugar. O destaque do triunfo foi o atacante Marcus Thuram, que anotou dois gols.

O Mönchengladbach havia perdido o terceiro lugar para o Bayer Leverkusen, que também venceu na rodada. Ambos somam 56 pontos, mas o time de Thuram aparece à frente por ter saldo de gols superior. O Union Berlin caiu para a 14º colocação, com 31 pontos.

Um dos destaques da atual temporada do Campeonato Alemão, Marcus Thuram brilhou em campo. O jovem atacante de 22 anos foi às redes duas vezes, uma no primeiro e outra no segundo tempo. Plea e Neuhaus também marcaram para os donos da casa e Andersson descontou para os visitantes.

Marcus Thuram não chamou a atenção apenas pelo bom desempenho em campo. Após seu primeiro gol, o francês, filho do ex-jogador Lilian Thuram, protestou ajoelhado no gramado. O motivo da manifestação é a morte de George Floyd, homem negro de 46 anos morto por um policial branco em Minneapolis, nos Estados Unidos.

Thuram emulou o ato do ex-jogador da NFL Colin Kaepernick, que ficou conhecido mundialmente ao, em 2017, se ajoelhar no gramado durante a execução do hino nacional norte-americano como forma de protesto contra a violência policial. A ação do atleta de futebol americano foi o estopim de uma onda de protestos do movimento "Black Lives Matter" (Vidas Negras Importam, em tradução livre).

Assim como o jogador francês, milhares de personalidades do esporte, como Lewis Hamilton e LeBron James, condenaram a violência policial contra a população negra nos Estados Unidos. O assassinato de Floyd, que acabou morrendo asfixiado após o policial Derek Chauvin ajoelhar-se sobre o seu pescoço, provocou uma onda de protestos em Minneapolis e em várias outras cidades norte-americanas.

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