Nelson Almeida/AFP
Nelson Almeida/AFP

Tiago Nunes vê clássico com São Paulo como chance para reerguer o Corinthians

Treinador destacou que equipe chegará cansada para a partida, mas sabe da importância de somar pontos

João Prata, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2020 | 12h00

O Corinthians não tem tempo para lamentar a eliminação da Libertadores, pois no sábado tem o clássico com o São Paulo, às 19h, no estádio do Morumbi, pelo Campeonato Paulista. Uma derrota pode tirar o time alvinegro do grupo de classificação no Estadual e colocar ainda mais pressão no elenco.

Por enquanto, o técnico Tiago Nunes não corre risco no cargo e conta com o aval da diretoria para seguir a transformação no estilo de jogo da equipe. O presidente Andrés Sanchez pediu tempo de treinamento para os jogadores entrar nos eixos. O treinador não se sente pressionado, mas sabe que não pode vacilar.

"Existe uma cobrança por resultado porque lá (no Athletico-PR) tivemos resultados positivos. A cobrança existe pelo simples fato de ser treinador do Corinthians. Qualquer um que ocupe essa cadeira é cobrado. Eu não me sinto incomodado, de maneira alguma. Eu tive apoio irrestrito dos jogadores e da direção. Quando eu fui contratado perguntei para a direção qual era o motivo da minha contratação. O presidente Andrés foi muito claro. Ele falou que era para mudar uma cultura de futebol e olhar para a base. Isso temos feito, colocamos vários jovens atletas para jogar. Estamos tentando praticar um tipo de jogo que leva um tempo maior."

Tiago Nunes falou sobre a importância de vencer o clássico. "Temos que ter o cuidado de recuperar pelo cansaço físico. Enxergo uma possibilidade grande jogo no sábado. Mas sabemos que teremos que nos fortalecer muito, é um jogo duro, tem muita representatividade", disse o treinador. 

A não ser que aconteça uma tragédia no Morumbi, a tendência é que Tiago Nunes continue no cargo. Ele sabe da oscilação da equipe neste início de ano e deu um prazo para começar a ser cobrado. "Mesmo nessas oscilações temos tido boas performances. Temos criado situações de sermos melhores que o adversário na maior parte do tempo. É um processo que leva tempo. Você precisa de vinte, trinta, quarenta jogos. Para criar uma cultura de jogo, encaixar melhor os jogadores, entender quem vai fazer parte do elenco até o final, isso leva tempo até as coisas acontecerem bem", explicou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.