Time de Kadafi desembarca nesta 4ª

A comitiva do filho do ditador líbio Muamar Kadafi, Al-Saadi Manamma Kadafi, desembarca, nesta quarta-feira, em São Paulo, para a realização de um amistoso quinta-feira entre o clube de sua propriedade, o Al-Ittihad, e os reservas do Tricolor paulista. De acordo com o superintendente de Futebol da equipe do Morumbi, Marco Aurélio Cunha, o confronto pode significar o início de uma parceria que gerará bons dividendos. ?Precisamos buscar maneiras de nos tornarmos independentes financeiramente. E, desde que seja um acordo transparente e ético, não vejo problemas", disse Marco Aurélio, lembrando que Kadafi tem investido em clubes italianos. Para seduzir os árabes, os dirigentes paulistas tentam organizar um jantar de homenagem na sexta-feira à noite, com a presença do presidente Marcelo Portugal Gouvêa. Os atletas que compõem o elenco do time principal do São Paulo, que não participarem da partida contra o Gama, pela Copa do Brasil, estarão em campo enfrentando o Al-Ittihad, nesta quinta-feira à tarde, no Morumbi. Os demais jogadores serão da equipe reserva. O superintendente de Futebol ainda informou que vai consultar a Federação Paulista de Futebol sobre a possibilidade de usar o uniforme oficial da equipe. Desde que chegou ao Brasil na semana passada, Kadafi tem aproveitado todos os momentos para conhecer o Rio e seu pontos turísticos. As informações sobre sua agenda fornecida por assessores têm sido desencontradas. Agora, a previsão é a de que após o amistoso, a delegação permaneça em São Paulo, treine no CT da Barra Funda na sexta-feira e volte à Líbia no sábado. Sem descuidar da segurança, Kadafi costuma transitar acompanhado por cerca de dez guarda-costas. Na segunda-feira, sentiu-se mal e não compareceu a uma reunião com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. Na ocasião, seus representantes saíram do encontro com a promessa da realização de um amistoso, entre Brasil e a Líbia, ainda sem data e local. Aos 29 anos, Kadafi é meio-de-campo e presidente da Federação de Futebol da Líbia. Há oito anos vem investindo bastante no futebol. Já contratou por US$ 1,5 milhão o craque argentino Diego Maradona para ser consultor do Al-Ittihad. Outros campeões agraciados com os petrodólares líbios foram o técnico argentino Carlos Billardo e o ex-velocista Ben Johnson, que trabalhou como preparador-físico da equipe. Os três pouco permaneceram em seus cargos, por causa de desentendimentos com o filho do ditador. Outros investimentos feitos por Kadafi foram as compras de 7,50% das ações da Juventus, da Itália, e do Triestina, equipe da segunda divisão italiana. Uma parceria de intercâmbio com a Lazio, por US$ 600 mil anuais, durante dez anos, também foi celebrada no ano passado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.