VALERIA GONÇALVEZ/ESTADÃO
VALERIA GONÇALVEZ/ESTADÃO

Time do Acre visita arena após ter viagem bancada pelo Palmeiras

Meninos do Galvez se encantam com tamanho do estádio e ainda conhecem jogadores no CT

Renan Cacioli, O Estado de S. Paulo

14 Janeiro 2019 | 18h14

Depois do susto, um dia de sonho. Dá para resumir assim as últimas 24 horas dos meninos do Galvez, time que representou o Acre na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Eliminados pelo Palmeiras, os garotos não tinham condições financeiras de voltar para casa, conforme seu técnico revelou ainda no campo, após a derrota em Capivari, no último domingo, por 3 a 0. Nesta segunda, já com as passagens custeadas pelo próprio Palmeiras, a delegação acreana ainda foi convidada a conhecer a Academia de Futebol e o Allianz Parque.

"Não dá nem para acreditar, até arrepia", disse o atacante Erick, de 19 anos, autor de três gols na competição, enquanto entrava no vestiário da arena palmeirense. "Motivou saber que as passagens de volta já estavam compradas, a gente queria ir além. Já sabíamos disso, mas mesmo assim seguimos na luta até onde conseguimos", completou.

Como não tinha expectativa de passar da primeira fase da Copinha, a diretoria do clube do Acre fez o planejamento comprando passagens aéreas com retorno previsto para o dia 10, um dia após a última partida. Mas o Galvez surpreendeu. Avançou em segundo lugar do Grupo 13 com os mesmos seis pontos do Palmeiras (duas vitórias e uma derrota). Na segunda fase, eliminou a Desportiva Ferroviária-ES, mas reencontrou o Alviverde na sequência e acabou eliminado.

Já no hotel em Capivari, sede do grupo, os dois representantes da comissão técnica da equipe que viajaram até São Paulo conversavam com diretores em Rio Branco-AC na noite de domingo para buscar alternativas. "O presidente ia tentar um empréstimo no Banco do Brasil para comprar as passagens", revelou o técnico Oziel Moreira. Após explicar aos dirigentes do Palmeiras a situação, o clube paulista resolveu não apenas custear a viagem de volta dos 19 atletas, do treinador e do preparador físico, como ainda ofereceu o "tour" por seu Centro de Treinamento e estádio.

"Solidariedade faz parte do futebol. A gente tinha condições de ajudar e ajudou", afirmou Paulo Buosi, um dos vice-presidentes palmeirenses que estava presente ao Allianz acompanhando a delegação do adversário. Ao todo, foram desembolsados cerca de R$ 40 mil. Também foram cedidos pares de chuteiras e bolas para os rapazes do Galvez.

Na Academia, garotada conhece conterrâneo Weverton

Antes de ir até o Allianz Parque, o ônibus que trouxe a delegação acreana - cedido pela Prefeitura de Capivari - passou pela Academia de Futebol. Lá, conheceram alguns jogadores, como o goleiro Weverton, que é natural de Rio Branco, capital do estado.

Depois, já na arena, foram até vestiários, gramado (onde puderam tirar fotos ao lado do troféu da Libertadores que o clube conquistou em 1999), camarotes e sala de imprensa. Subiram ao campo pela mesma escadaria que os jogadores utilizam. Foi o momento mais marcante para os garotos.

"Isso aqui é um sonho, imagina lotado então!", afirmou o também atacante Adriano, de 19 anos. "Moro com meus avós, sempre quis ser jogador e eles me apoiam muito", contou.

O Galvez retorna nesta noite para casa. Primeiro, vai de São Paulo até Brasília. De lá, seguirão mais três horas de viagem rumo a Rio Branco. Levarão na bagagem chuteiras novas, fotos e um monte de história para contar.

 

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