Time do Corinthians: isolamento total

Isolamento total. Esta é a situação dos jogadores do Corinthians no Hotel Fazenda Amoeiras, em Extrema, sul de Minas Gerais. Depois dos protestos dos torcedores contra os maus resultados no Paulista, sobretudo pelo péssimo futebol apresentado, a diretoria do clube resolveu preservar seus atletas. A fórmula encontrada foi ?escondê-los?, evitando o contato.Esta semana, os treinos foram em Extrema, debaixo de forte aparado de segurança. Na próxima semana, a fuga será para Porto Feliz, interior de São Paulo. E nas concentrações, nada de contato com a torcida, mesmo que seja de forma pacifica.Terça-feira, dois aventureiros, que sonham em se tornar jogadores de futebol, apareceram no hotel do Corinthians, em Extrema. Daniel da Silva Munhoz, de 14 anos, e Waldiney Pires Lisboa, 13, tentavam contato com o atacante Gil, de quem diziam serem fãs. Foram barrados na portaria e proibido de chegar perto do ídolo. "Nem fiquei sabendo que eles estavam me procurando, senão daria uma atenção especial", afirmou Gil, hoje (31). "Mas aqui, não estamos em contato com ninguém. Não sabemos do que acontece lá fora", disse. "Mesmo se fossem da nossa família, não seríamos informados." Os seis seguranças que acompanham o time, não podem nem ouvir falar de torcedores. Querem evitar confusões. Até a imprensa está sofrendo com o esquema para proteger o Corinthians. Entrar no local do treino do time, só quando os jogadores já estiverem no campo.O medo de alguns atletas, é o grande motivo para a diretoria preservá-los. "Mas se continuarmos nosso trabalho, nada vai acontecer", prevê o meia Samir, que sonha em permanecer no clube para o Campeonato Brasileiro.

Agencia Estado,

31 de março de 2004 | 20h09

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