ALEX SILVA/ESTADÃO
ALEX SILVA/ESTADÃO

Time do São Paulo explica festival de cruzamentos contra o Guarani

Em derrota no Pacaembu, equipe tricolor levantou 61 bolas na área bugrina, mas só acertou 18

Renan Cacioli, O Estado de S. Paulo

01 de fevereiro de 2019 | 04h30

Quem viu pela TV o jogo entre São Paulo e Guarani, na quinta-feira, teve a sensação de assistir a um replay ininterrupto: a bola cruzava a área bugrina a todo instante, na maioria das vezes sem levar perigo algum à meta defendida por Klever. Foram simplesmente 61 cruzamentos tentados pelos jogadores tricolores, sendo apenas 18 (29,5%) certos, ou seja, que resultaram em alguma sequência na jogada.

Questionados depois da partida a respeito da insistência nesse tipo de lance, técnico e jogadores explicaram por que buscaram o jogo aéreo como forma de tentar o gol de empate, que não veio. 

"A gente está desenvolvendo uma consciência para atacar, tornando a equipe mais consciente do que faz em campo. O número elevado de cruzamentos tem a ver com a característica de ter dois jogadores de área", disse André Jardine, referindo-se às presenças de Diego Souza e Pablo da formação titular. Foi a primeira vez que eles atuaram juntos desde o início neste Paulistão.

"Mas entendo também que muitos cruzamentos foram errados, não eram iniciativas que valiam a pena. Outras, sim, mas isso faz parte do processo que estamos evoluindo, aprendendo quando vale ou não a pena cruzar", completou o treinador.

Para o lateral Reinaldo, a tática teve a ver com o gol sofrido logo no início da partida e que permitiu ao Guarani jogar o restante do confronto com sua equipe posicionada inteiramente no campo defensivo. "Eles estavam muito fechados, a única coisa que estava entrando era a bola no fundo para o Helinho e Everton cruzarem. E estávamos com Diego e Pablo dentro da área", explicou, fazendo coro ao discurso de Jardine.

Curiosamente, o Guarani cruzou dez bolas, sendo três corretas. Em uma delas, nasceu o gol da vitória, marcado de cabeça por William Matheus.

 

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