Time e tática, segredos de Scolari

O time e o esquema tático do Brasil para o jogo com o Uruguai, domingo, ainda são uma incógnita e somente amanhã o técnico Luiz Felipe Scolari promete encerrar o mistério e anunciar a escalação, durante um coletivo-apronto, na Granja Comary. Mas já não se pode ter tanta certeza quanto a isso. O treinador parece ter uma obsessão por números. Não esconde a preferência pelo 3-5-2, embora admita armar a equipe no 4-4-2. Disse ainda que haveria outras possibilidades: jogar no 3-3-1-3; 4-2-2-2; ou 4-3-1-2. Não explicou o que significava essa numeração toda. Evidentemente, quis confundir os jornalistas - vários deles de outros países - na entrevista coletiva à tarde, após decidir pelo cancelamento do penúltimo treino antes da viagem para Montevidéu, por causa da chuva. "Tomara que faça tempo bom amanhã, para não expor os jogadores no coletivo", disse. A delegação segue às 16 horas em vôo fretado para o Uruguai e regressa na noite de domingo, duas horas após a partida. Hoje surgiu um novo problema para o treinador: três atletas acusaram gripe - Dida, Cafu e Jardel. O zagueiro Antônio Carlos, com amigdalite, melhorou e deve treinar normalmente amanhã. O médico Rodrigo Lasmar garantiu que todos estarão à disposição de Scolari para a partida. O técnico passou os últimos dias treinando variações táticas e diversas formações - isso também em função dos desfalques por eventuais contusões. Primeiro, com três zagueiros e Mauro Silva na proteção do meio. O próprio Mauro chegou a ser testado como líbero. Esta função, ao longo dos últimos dias, também coube a Roque Júnior, Cris e Antônio Carlos. No meio, Mauro, Emerson e Rivaldo era a escalação preferida por Scolari até a contusão do jogador do Deportivo La Coruña. A partir de então, Emerson passou a ocupar a posição do colega afastado e Fábio Rochemback voltou a ser cotado para integrar o time titular. Isto, porém, se Scolari optasse pelo 3-5-2: juntariam-se então aos jogadores de meio-de-campo os laterais ou "alas" Cafu e Roberto Carlos para formar o quinteto. Com o 4-4-2, Emerson, Fábio e Rivaldo teriam a companhia de Juninho Paulista, cujo desempenho nas duas semanas de treinos em Teresópolis foi elogiado mais de uma vez pelo técnico. Na defesa, além do goleiro Marcos, Antônio Carlos e Roque Júnior são titulares. A outra vaga, se o time atuar com três zagueiros, está entre Cris e Lúcio. Roger seria uma opção de emergência. No ataque, Romário é absoluto e deve atuar ao lado de Élber. Até por causa de uma declaração importante de Scolari, hoje à tarde. "Está frio no Uruguai, e os gaúchos e sulistas estão acostumados a jogar no barro, na chuva." Élber nasceu em Londrina, oeste do Paraná.

Agencia Estado,

28 de junho de 2001 | 18h29

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