Time japonês libera Nelsinho Batista para voltar ao País

Dirigentes do Kashiwa Reysol deixaram técnico voltar por um período mínimo de 15 dias

AE, Agência Estado

15 de março de 2011 | 14h04

CAMPINAS - Por questão de segurança, devido aos recentes acontecimentos no Japão, os dirigentes do Kashiwa Reysol se reuniram com o técnico brasileiro Nelsinho Batista, durante a manhã desta terça-feira, e decidiram liberá-lo para que volte ao Brasil. Isso pelo período mínimo de 15 dias até que a situação no país se normalize. Ele deve desembarcar em solo brasileiro nesta quinta.

O Ministério das Relações Exteriores do Japão emitiu uma nota, durante a tarde da última segunda-feira, pedindo que todos os brasileiros evitem viajar ao país. A principal preocupação é o risco de um acidente nuclear em razão dos vazamentos nas usinas causados pelos terremotos, que foram seguidos por tsunamis na última sexta-feira.

No momento do terremoto, o técnico brasileiro e sua equipe viajavam de trem rumo a Tóquio, partindo em seguida para Osaka, na região sul do país, contrária à região do terremoto. Lá enfrentariam o Cerezo Osaka, dirigido pelo também brasileiro Levir

Culpi, pela segunda rodada da J-League, a primeira divisão do Campeonato Japonês.

Por causa do terremoto que devastou parte do país, o Campeonato Japonês foi paralisado por tempo indeterminado nesta terça-feira. A situação foi lamentada por Nelsinho Batista. "É muito triste ver este povo sofrer mais uma vez. Tenho uma ligação muito grande com o Japão e me solidarizo com eles. Estava viajando quando o terremoto aconteceu. Mas estava indo para o sul, distante da tragédia", revelou o treinador, que voltará ao Brasil acompanhado da esposa, da filha menor e também do filho Eduardo Batista, que trabalha como preparador físico do clube.

Antes do campeonato nacional ser paralisado, o Kashiwa Reysol estreou com vitória sobre o Shimizu S-Pulse, por 3 a 0. O time de Nelsinho Batista ainda conta com três brasileiros: Roger, Jorge Wagner e Leandro Domingues. Os últimos dois marcaram um gol cada na estreia da competição.

O caso de Nelsinho Batista é apenas mais um em meio a vários que envolvem atletas e técnicos estrangeiros que trabalham no Japão. O italiano Alberto Zaccheroni, treinador da seleção japonesa de futebol, voltou para a Itália depois do terremoto, fato que lançou dúvidas sobre os amistosos programados para o final de março, contra Montenegro e Nova Zelândia.

Situação parecida com a de Batista e Zaccheroni vive o brasileiro Oswaldo de Oliveira, técnico do Kashima Antlers. O seu clube sofreu estragos causados pelo terremoto de sexta-feira e o técnico ainda não sabe quando voltará a comandar sua equipe em uma partida em solo japonês.

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