Divulgação/Tromso IL
Divulgação/Tromso IL

Time da Noruega lança camisa com QR code para defender direitos humanos e criticar Copa no Catar

Tromso IL é o primeiro clube a convocar um boicote ao Mundial de 2022 como forma de protesto às condições de trabalho dos imigrantes nas obras do evento

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2021 | 10h26

O clube norueguês Tromso IL apresentou nesta segunda-feira "a primeira camisa de futebol com código QR do mundo", iniciativa que visa falar sobre direitos humanos no Catar antes da realização da Copa do Mundo de 2022 no país árabe, alvo de críticas pelas condições oferecidas aos trabalhadores do evento. A ação é resultado de uma parceria com a Anistia Internacional

O novo uniforme da equipe contém as formas geométricas características por toda a extensão da camisa. Quando escaneadas pela câmera do celular, o usuário é levado para um site que trata sobre os direitos humanos e o "sportwashing" — forma de usar o evento para melhorar a reputação do país. 

“Com isso, esperamos estimular primeiro conversas e depois mais debates. Queremos mais shows”, disse Tom Hogli, ex-jogador profissional que se tornou gerente de relações públicas da Tromso IL, durante a apresentação da camisa.

A equipe da primeira divisão vestirá esta camisa única no domingo contra o Viking, na final do campeonato, antes do recesso de inverno. Segundo o Tromso, eles foram o primeiro clube de futebol profissional do mundo a convocar um boicote à Copa do Catar em forma de protesto contra as condições dos trabalhadores imigrantes no país. 

A ideia de um boicote pegou na Noruega, mas uma votação dentro da federação nacional finalmente descartou essa possibilidade em junho. Em campo, a seleção norueguesa, que conta com o jovem astro Erling Haaland, do Borussia Dormund, não conseguiu se classificar.

O Catar, por sua vez, rejeita veementemente essa crítica, observando que reformou sua legislação trabalhista e estabeleceu um salário mínimo. Reconhecendo as reformas introduzidas, a Anistia Internacional no mês passado ao Catar para cessar os abusos contra trabalhadores imigrantes durante as obras para o evento. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.