Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Time resgatou a coragem, diz Tite

?O time resgatou a coragem?, deixou escapar o técnico Tite ao final do clássico do Corinthians contra o São Paulo, neste domingo. O treinador que sempre fez questão de ser ético deu uma cutucada no demitido Oswaldo de Oliveira. Mas a reação dos atletas combinava com o subconsciente do novo técnico. O humilhado Corinthians havia enfrentado sem medo e empatado com o ?poderoso? São Paulo da Libertadores. O desejo é que uma nova fase tenha se iniciado neste domingo.?A equipe foi além das minhas expectativas. Fez um grande jogo contra o São Paulo. Não se deixou impressionar por enfrentar o São Paulo que vinha muito bem tanto no Brasileiro como na Libertadores e conseguiu jogar de igual para igual. O time resgatou a coragem?, falou Tite. O técnico disse que não havia nada de incoerente em misturar coragem com o esquema 3-5-2. Pelo contrário.?Fiz um reposicionamento da equipe. Para que o time atacar sem preocupação precisa saber que o seu sistema defensivo está arrumado. Era o que estava faltando no Corinthians. Com o 3-5-2, meus atletas sabiam que poderiam tentar a jogada na frente que tudo bem. O que aconteceu no clássico foi um sinal do que eu quero fazer. Começamos bem. Melhor do que eu imaginava?, disse o técnico.Tite tinha muito medo do emocional do time que vinha da goleada por 5 a 0 diante do Atlético Paranaense em pleno Pacaembu.?Fiquei surpreso de uma maneira positiva depois que o time sofreu o gol do São Paulo. Olhei para os jogadores torcendo para que alguém olhasse para mim. Quando o Rogério se virou para o banco, pedi: avisa ao time para continuar da mesma maneira, sem se alterar, sem se abrir atrás do empate. A reação foi examente como deveria. Jogou de maneira consciente e empatou. É isso que eu quero do Corinthians?, comemorava o técnico.E ele trouxe a sua maneira gaúcha de comandar. Ele vibrou durante toda a partida. Quando o Corinthians tomou o gol, fez questão de aplaudir os jogadores que olhavam disfarçadamente para o banco. Quando seu time empatou, fez questão de empurrar os reservas para comemorarem bem perto do campo. Quem só assistir ao gol e a comemoração pode pensar que o Corinthians comemorava um título.Mas muito mais importante que a vibração que Tite tentava passar para a equipe foi a constatação de que os jogadores sabiam onde estava o erro nos vexames: na forma que Oswaldo de Oliveira os organizava em campo.?Antes estávamos jogando errado. O time tomava um gol e saía apavorado para a frente tentando compensar. Era uma coisa absurda. Chegamos a tomar dois gols em dois minutos. Era triste o que acontecia com o Corinthians. Ainda bem que chegou o Tite e mudou. Ele nos orientou a marcar, ficar atrás da linha da bola. E principalmente não se apavorar depois de sofrer o gol. Por isso quase viramos o jogo. Estamos reencontrando o caminho certo?, se alegrava Renato.O meia confidenciava ter usado ?malícia? na hora da cobrança de falta que empatou o jogo.?Eu pedi baixinho para o Rogério me deixar a falta. Tinha certeza que o Ceni esperava a cobrança dele por cima da barreira. Eu vi que o gramado estava pesado, molhado. Não tive dúvida: chutei forte rasteiro. Sabia que se fosse certeiro o chute, o goleiro não iria defender. E foi o que aconteceu.?O único jogador a não distribuir sorrisos era o goleiro Fábio Costa. ?Não vejo motivo para comemorar tanto. Empatar um clássico com a camisa do Corinthians é normal. Se o time perdesse iam dizer que continuávamos a mesma porcaria. Não vejo porque festejar.?

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.