Edgard Garrido/Reuters
Edgard Garrido/Reuters

Times de Rio e São Paulo vivem dilema na escolha de goleiros

Com exceção do Corinthians, clubes não têm certeza sobre o camisa 1 para o ano que vem

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

26 de dezembro de 2018 | 04h30

Quase todos os principais clubes do futebol paulista e carioca iniciam a próxima temporada com um traço em comum: a indefinição em relação aos goleiros. Exceção feita ao Corinthians, os outros times não têm certeza sobre quem será o seu titular. 

Ao contrário dos adversários, o Palmeiras tem três opções de qualidade para a posição. Weverton terminou o ano como titular, mas Fernando Prass e Jailson renovaram contrato e mostraram que podem ser titulares. A tendência é que o técnico Luiz Felipe Scolari faça novamente um rodízio na função. 

No Corinthians, ninguém questiona a condição de titular de Cássio e não há especulação sobre uma eventual saída. Walter, que já foi pretendido pelo São Paulo, será reserva de luxo. 

O clube do Morumbi confirmou a contratação de Tiago Volpi, que se destacou no Figueirense entre 2012 e 2014 e estava no Querétaro, do México. O goleiro de 28 anos chega com o status de titular, mas o técnico André Jardine definiu a Florida Cup, primeiro torneio do ano, como um momento para “movimentar o elenco”. Com isso, Jean pode ter mais chances. 

Outro paulista, o Santos está preocupado com o assédio em cima de Vanderlei. O Flamengo chegou a sondá-lo, assim como o São Paulo. “Todo mundo quer o Vanderlei. A gente sabe que alguns clubes foram atrás dele, mas pretendemos mantê-lo no elenco”, avisou o presidente do Santos, José Carlos Peres.

O goleiro, por enquanto, permanece na Vila Belmiro, mas há a possibilidade de que os rivais façam novas investidas nos próximos dias. O novo técnico santista, Jorge Sampaoli, pediu relatórios sobre os principais atletas. O time conta com Vladimir como substituto imediato. 

Os quatro grandes do Rio de Janeiro vivem uma insegurança ainda maior na posição. A situação mais delicada é a do Botafogo, que viu Jefferson se aposentar e Saulo se transferir para o Vila Nova. E Gatito Fernández pode deixar o clube. O destino deve ser o rival Flamengo. A diretoria botafoguense foi atrás do experiente Diego Cavalieri, ex-Palmeiras, para o ano que vem. Oficialmente, os diretores alegam que Cavalieri chegou para substituir Gatito durante as convocações do goleiro para a seleção paraguaia, entretanto, a experiência do atleta, que estava no Crystal Palace, da Inglaterra, faz com que ele se torne potencial titular.

O Flamengo ainda não definiu o futuro de Diego Alves, que nesta temporada chegou a ser afastado por se desentender com o então técnico Dorival Júnior. Foi indisciplinado. O novo vice-presidente do clube, Marcos Braz, disse que a ideia é mantê-lo para 2019, mas afirmou que a situação está indefinida. “Ele tem contrato e a gente vai, com calma, ver o que fazer. Ele é acima da média e jogadores acima da média interessam ao Flamengo”, discursou o dirigente. 

Outra opção para o setor é César, que vinha sendo titular. Caso Diego Alves deixe o clube, a tendência é que o Flamengo vá atrás de outro nome de peso. Depois de um ano de empréstimo no futebol japonês, Muralha está de volta e quer mais uma chance. Tem contrato até 2020. 

Situação parecida vive o Vasco. Martin Silva foi para o Libertad, do Paraguai, e deixou a vaga para Fernando Miguel, que também causa calafrios em alguns vascaínos. Por isso, o clube monitora o mercado atrás de outros nomes para a posição. 

No Fluminense, tudo depende das renovações de contrato. O titular Júlio César e o reserva Rodolfo têm vínculos até janeiro e ainda não sabem se ficam. O primeiro tem proposta do Pachuca, do México, e o segundo pertence ao Oeste e está no time carioca por empréstimo.

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