Times mineiros estão mais bem preparados do que o Internacional

Atlético e Cruzeiro começam a competição em um nível superior ao da equipe gaúcha, que joga nesta terça-feira na altitude de La Paz

O Estado de S. Paulo

16 de fevereiro de 2015 | 20h55

Entre os outros três brasileiros que disputarão a competição, Atlético-MG e Cruzeiro estão num patamar acima do Internacional. Os dois dominaram o futebol nacional em 2014 (o Atlético ganhou a Copa do Brasil e o Cruzeiro conquistou o Brasileiro pelo segundo ano seguido), não mudaram de técnico (Levir Culpi e Marcelo Oliveira, respectivamente), contrataram bons reforços e estão em grupos fáceis.

O Colorado tem um treinador novo – o uruguaio Diego Aguirre – que está sofrendo para dar padrão de jogo ao time e caiu numa chave mais complicada.

O Atlético-MG é o único time com 100% de aproveitamento no Campeonato Mineiro, e seu rendimento vem melhorando jogo a jogo. O elenco perdeu seu principal jogador com a venda de Diego Tardelli para o Shandong Luneng, da China, mas a diretoria mostrou agilidade e trouxe para o seu lugar o argentino Lucas Pratto, que era cobiçado por vários clubes brasileiros.

Ele não poderá jogar na estreia contra o Colo Colo em Santiago porque sofreu uma lesão muscular na partida de domingo passado contra o Democrata, e será substituído por Jô – que não faz um gol há nove meses e quase foi dispensado por problemas disciplinares.

O Cruzeiro sofreu muitas baixas no elenco campeão brasileiro. Saíram Lucas Silva, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart, Egídio e Marcelo Moreno, e o zagueiro Dedé está fora da primeira fase por causa de uma lesão. Mas com os reforços contratados – o atacante Leandro Damião, os chilenos Mena (lateral-esquerdo) e Seymour (volante), o meia uruguaio De Arrascaeta e o atacante colombiano Riascos, o técnico Marcelo Oliveira acredita que tem um grupo forte à disposição. E o fato de estar em uma chave fácil ajudará o time a ir se encorpando para chegar forte às fases decisivas.

ALTITUDE

O Inter também luta para se entrosar, mas sua missão é mais difícil porque terá uma primeira fase mais espinhosa do que o Cruzeiro. Para começar, o time estreará nesta terça enfrentando o The Strongest na altitude de 3.600 m de La Paz – sempre um drama para os brasileiros. E cabe lembrar que ano passado a equipe boliviana conseguiu chegar às semifinais da Libertadores.

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