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Timo Werner se compara a Kobe Bryant ao rebater críticas de torcedores alemães

Atacante de 21 anos é uma das esperanças do técnico Joachim Löw

O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2017 | 17h50

O jovem atacante da seleção alemã Timo Werner, de 21 anos, uma das esperanças do técnico Joachim Löw para vencer a Copa das Confederações, rebateu nesta terça-feira críticas que vem sofrendo nos últimos meses de parte da torcida. Mesmo sendo um dos mais promissores atletas da nova geração do país - e ter marcado 21 gols na última edição do Campeonato Alemão pelo RB Leipzig -, o jogador é repudiado por parte da torcida.

Autor de dois gols na vitória por 3 a 1 sobre Camarões, no último fim de semana, pela competição na Rússia, Timo Werner garantiu que os comentários negativos são fonte de inspiração para ele e se comparou a um astro da NBA para se defender dos críticos. "Kobe Bryant também foi vaiado em todos os lugares e sempre tem sido o melhor. Não estou dizendo que sou o melhor, como ele, mas (as críticas) servem de motivação", analisou.

Parte da animosidade contra Timo Werner vem do fato de a equipe na qual ele atua ter subido rapidamente para uma posição de destaque no futebol alemão devido ao dinheiro da empresa de bebidas energéticas Red Bull, que dá nome ao time - o clube terminou o Campeonato Alemão em segundo lugar e garantiu vaga já na fase de grupos da próxima edição da Liga dos Campeões da Europa. Fiéis à tradição, alguns torcedores não aceitaram esse formato de administração.

Outro detalhe que virou motivo de hostilidade contra o atacante foi a simulação dele ao cavar um pênalti na partida da sua equipe contra o Schalke 04, na última rodada do campeonato nacional. Joachim Löw reconheceu a simulação, mas defendeu o jogador. "Houve um mergulho, cometeu um erro e reconheceu. Werner trabalhou muito duro. Ele mostrou como é perigoso e que tem faro de gol", frisou o treinador da Alemanha.

O selecionado alemão enfrentará o México nesta quinta-feira, em Sochi, às 15 horas (de Brasília), em uma das semifinais da Copa das Confederações. A equipe europeia obteve a vaga após terminar a primeira fase do torneio na liderança do Grupo B, com sete pontos (o Chile se classificou em segundo na chave, com 5).

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