Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Tirone desabafa e diz brigar com família pelo Palmeiras

Dirigente revela problemas por causa do rebaixamento mas ressalta que não se escondeu durante a crise

DANIEL BATISTA, Agência Estado

20 de novembro de 2012 | 20h46

SÃO PAULO - O presidente Arnaldo Tirone está cansado e triste. Nesta terça-feira, ele resolveu dar entrevista coletiva na Academia de Futebol e se mostrou frustrado com tudo que está acontecendo. Ameaçado, brigou com a família, teve problemas de saúde e disse que não pode ser crucificado por tudo que está acontecendo, já que jamais se escondeu.

"Minha missão está sendo cumprida. Estou me sacrificando há dois anos no Palmeiras, brigando com a família, deixando saúde e negócios particulares de lado. Estou sendo ameaçado, perseguido, mas não me arrependo de nada do que fiz. Não estou me escondendo no armário, debaixo da cama ou trancado numa sala. Vou ao clube todos os dias e assino documentos. A pressão é muito grande", disse o dirigente, que por diversas vezes se mostrou emocionado durante a entrevista, que durou mais de uma hora.

Tirone admitiu que está com pressão alta e anda decepcionado com tudo que está acontecendo. E voltou a falar, mostrando uma mistura de irritação e desabafo, sobre a publicação de uma foto em que aparece na praia do Leblon, no dia seguinte ao jogo contra o Flamengo, que decretou a queda do Palmeiras.

"Não fui lá por lazer. Eu estive no clube todos os dias e precisava colocar minha cabeça no lugar. Sou um ser humano e não sou bandido. A foto é uma foto de tristeza. Na praia eu fiquei uns 40 minutos e passei o dia atendendo ligações e conversando com torcedores. No jogo eu vi jogadores chorando e eu chorei por dentro, porque não poderia mostrar abatimento, mas não estou morto", reclamou o dirigente, que admitiu que problemas de saúde também ajudaram para que ele fosse relaxar na praia.

"Viajei com o meu dinheiro, não com o do Palmeiras. Nunca faltei em um compromisso do clube, então ir à praia não significa nada. E eu estava com pressão alta e precisava relaxar", explicou, que ainda completou. "Minha asa está quebrada, mas ainda estou voando."

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