Alex Silva/Estadão - 14/09/2012
Alex Silva/Estadão - 14/09/2012

Tirone diz que nervosismo causou frase polêmica sobre morrer pelo Palmeiras

Presidente chegou a falar que não teria problemas em dar a vida pelo clube, porque isso daria repercussão

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2012 | 22h00

SÃO PAULO - Após a derrota por 3 a 2 para o Fluminense, o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, criou polêmica ao responder sobre as ameaças que sofria por causa da situação da equipe. O dirigente disse que não teria problema em morrer pelo Palmeiras, porque pelo menos sairia no jornal.

A frase não foi bem aceita nem mesmo no clube, pois muitos conselheiros entenderam que ele incitou ainda mais a ira dos torcedores. Ciente da confusão que criou, Tirone resolveu se explicar e disse que se expressou mal em um momento de nervosismo.

"Eu disse que todo mundo morre um dia. Isso não significa que eu quero morrer. Tenho dois filhos para criar e foi em um momento de nervosismo que falei isso. O que eu quis dizer é que estava cansado de tanta ameaça e já que um dia todos nós vamos morrer, que pelo menos eu iria morrer por uma causa. Claro que tenho medo e respeito a torcida do Palmeiras. Em momento algum quis ofender ninguém", explicou o dirigente, em entrevista ao Estado.

Tirone admitiu que já esperava pela pergunta. "Eu pensei no que iria responder, porque sabia que iam falar sobre violência. Eu não quis debojar e nem dar uma de corajoso. Até porque corajoso eu sou, porque para ser presidente do Palmeiras precisa ter coragem. Conheço presidentes que contavam as horas para ir embora do clube. Eu não sou assim", garantiu. O dirigente não quis dar os nomes de quem seriam tais presidentes.

Leia amanhã, no jornal e no portal Estadão, o desabafo do presidente Arnaldo Tirone, em entrevista exclusiva ao Estado. O dirigente fala sobre segurança, queda para a Série B, faz uma análise de sua gestão e revela qual que ele acredita ter sido o grande erro que deixou a equipe na atual situação.

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