José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Tite admite Corinthians fora da briga pelo título do Brasileirão e pede desculpa

Treinador garante que o elenco não é vagabundo nem indisciplinado

Vítor Marques, Agência Estado

13 de setembro de 2013 | 18h56

SÃO PAULO - A sexta colocação na tabela do Campeonato Brasileiro,13 pontos atrás do líder Cruzeiro, e a sequência ruim de resultados parecem ter feito Tite perder as esperanças no Corinthians. O treinador jogou a toalha. Nesta sexta-feira, o técnico admitiu que a equipe não está mais na briga pelo título do Campeonato Brasileiro, assumiu a responsabilidade pelo momento do Corinthians na temporada e chegou a pedir desculpas para a torcida.

"Em minha opinião, (o título) está mais para Cruzeiro, Botafogo e Grêmio. Não vou ficar vendendo ilusão ao torcedor. Temos apenas de retornar ao bloco de cima. A responsabilidade maior é minha, mas em termos de título essas três equipes que citei têm mais chances pela pontuação", disse. "No entender do técnico, isso é o pedido de desculpas, estou assumindo isso, peço desculpas, é difícil brigar pelo título (brasileiro), estatisticamente é difícil."

Já são três partidas consecutivas sem vitória do Corinthians: empate com Náutico e derrotas para Internacional e Botafogo. O time também não marcou gols em nenhuma dessas partidas. A fase em nada se parece com a dos últimos anos, quando o clube teve a sequência mais vitoriosa de sua história, com títulos como o Campeonato Brasileiro de 2011, a Libertadores e o Mundial de 2012, e ainda o Campeonato Paulista de 2013.

O momento ruim também encerrou a lua de mel vivida entre o Corinthians e sua torcida, que tem lotado os estádios. Ciente disso, Tite quer uma trégua e pediu que os torcedores vão ao Pacaembu apoiar a equipe neste domingo, na partida diante do Goiás, pela 21.ª rodada. "É um grupo responsável, assume seus erros, não foge deles, porque é característica desse elencoe. Mas que também entende que o torcedor pode nos dar o carinho e nos incentivar, não precisamos estar no fundo para nos auxiliar. Ninguém é vagabundo aqui, não há falta de disciplina", disse. "O mesmo técnico que pede desculpa é o que pede ajuda, e vou pedir na hora que precisar".

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