Lucas Figueiredo/ CBF
Lucas Figueiredo/ CBF

Tite admite ter errado na seleção e vê título da Copa América como 'obrigação'

Técnico faz autocrítica e afirma que a bola parada é o que mais lhe preocupa no time brasileiro

O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2018 | 17h06

O técnico Tite admitiu nesta segunda-feira que cometeu erros na seleção brasileira. Sem ser mais específico, o treinador que assumiu a equipe em 2016 e a levou às quartas de final da Copa do Mundo deste ano comentou que teve falhas ao longo deste processo, mas não sem tentar corrigi-las.

"Eu errei e vou continuar errando, sou ser humano. Mas quando há diagnóstico de erro, observação de ideias que podem ser melhoradas, isso vai acontecer. Tenho outros erros e defeitos, mas este, de insistir no erro, não", declarou em entrevista à ESPN Brasil.

Tite considerou que uma das maiores dificuldades de treinar o Brasil é em relação à bola parada. Segundo ele, o período disponível para trabalho no clube faz com que os treinos defensivos de cobranças de falta e escanteio estejam mais presentes na rotina, enquanto na seleção o tempo é mais escasso.

"Um dos maiores desafios é a bola parada. No clube, tem tempo para trabalhar. A marcação setorizada sempre te dá tempo de cobertura. Na individual, o erro é mortal. É preciso aprimorar mecanismos, enriquecer em pouco tempo, o que é complicado", avaliou.

Ciente dos erros que cometeu, Tite quer aprimorar o trabalho até a Copa América de 2019, que será disputada no meio do ano que vem no Brasil. Apesar de contar com o respaldo da CBF e de ter renovado o contrato após a Copa do Mundo, o treinador sabe que bons resultados são fundamentais para mantê-lo no cargo até o próximo Mundial, em 2022, no Catar.

"Há a necessidade de vencer a Copa América, sabemos que não é contrato que segura técnico. Ele (treinador) só vai chegar lá na frente com vitórias e tenho consciência disso", comentou Tite, que ainda cravou: "O máximo da carreira de um técnico é comandar a seleção brasileira".

 

 

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