Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Tite arma Brasil para enfrentar o Peru com cabeça na Argentina: 'É preciso respeitar leis'

Treinador falou pela primeira vez do que aconteceu no domingo, na Neo Química Arena

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2021 | 20h59

A seleção brasileira enfrenta o Peru, nesta quinta-feira, às 21h30, na Arena Pernambuco, no Recife, também pelas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo do Catar, mas o assunto da coletiva do técnico Tite, na véspera da partida, ainda foi a partida suspensa diante da Argentina, domingo, em São Paulo. "A decisão justa é respeitar leis, a decisão justa é antes a saúde das pessoas. A decisão justa é que o esporte é importante, mas tem uma escala de importância em que a saúde está acima, as leis estão acima", disse o treinador. 

"Foram corretas todas as manifestações da Anvisa, do Ministério da Saúde, é de leis, de respeitar leis, o futebol não está acima disso, tem que ser respeitado, estamos lidando com vidas", afirmou Tite. "Quando tem saúde e vacina, vai ter emprego e trabalho, associado a isso vai ter dignidade. Mas vir e passar por cima de leis, burlar situações, isso não existe. Quero, sim, que o jogo pudesse acontecer. Talvez o tempo de execução. Não posso julgar isso. Não tenho conhecimento suficiente para saber o que foi feito e a que tempo foi feito. Não posso julgar e não devo julgar. Mas de passar por cima de leis... Ah, não. Um pouco de respeito à uma entidade, um país, um povo, um clube, uma seleção. Calma! Respeito, sim", completou o técnico brasileiro.

Sobre o duelo com o Peru, Tite confirmou que vai escalar os mesmos atletas que iriam começar a partida contra a Argentina. Desta forma, o Brasil vai entrar em campo com: Weverton, Danilo, Lucas Veríssimo, Éder Militão e Alex Sandro; Casemiro, Gerson, Everton Ribeiro e Lucas Paquetá; Neymar e Gabigol.

"Eles nos conhecem bem, nós conhecemos as características deles também. Acho que Cesar (Sampaio) fez um comentário para mim que essa equipe perdeu para a França por 1 a 0 e teve sete jogadores que estão aqui. Para mostrar o grau de dificuldade e não achar que o enfrentamento será fácil. Retrospecto não ganha. O grau de dificuldade, a gente sabe que tem, a qualidade, a gente sabe que tem. A gente vai ter que produzir muito, jogar muito, manter regularidade, os diferentes jogos dentro do próprio jogo, aquele momento que tu vai ser dominado, mas tem que controlar, grande parte dominando, mas ser efetivo, transformar em gol. Esse contexto todo estamos atentos", completou o treinador da seleção que venceu os sete jogos disputados nas Eliminatórias.

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