Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Tite festeja goleada, mas evita prometer seleção mais ofensiva para a Copa do Catar

Treinador sai satisfeito com o desempenho do Brasil diante do Paraguai, destaca atuação dos laterais e cita 'harmonia' na equipe para justificar o volume no ataque

Felipe Rosa Mendes, Estadão Conteúdo

02 de fevereiro de 2022 | 10h09

Após ter enfrentado dificuldades para fazer testes na seleção diante do Equador, Tite ousou na formação da equipe brasileira na goleada sobre o Paraguai, por 4 a 0. O treinador compôs um trio de ataque jovem acompanhado por dois armadores. E ainda deu espaço para Daniel Alves atuar na criação na noite desta terça-feira. Ao fim do jogo disputado no Mineirão, Tite saiu satisfeito com o desempenho do time, mas evitou prometer novas escalações como esta para a Copa do Mundo do Catar.

Ele escalou o ataque com Raphinha, Matheus Cunha e Vinicius Junior, que foram municiados por Philippe Coutinho e Lucas Paquetá. Mas a postura da seleção foi tão ofensiva em Belo Horizonte que até o zagueiro Marquinhos ajudou na armação, com dois passes para gol, de Raphinha e do próprio Coutinho.

Em sua breve entrevista coletiva, Tite evitou classificar a formação da seleção como "ofensiva". "Não me atenho muito a essas denominações: 'ah, se tem três atacantes, é mais ofensivo. Ou se tem dois meias, é mais ofensivo'. Vejo o futebol como equilíbrio. Estes jogadores só podem criar se houver sustentação lá trás. Não consigo conceber futebol sem este equilíbrio, sem esta harmonia. E, quando estamos inspirados como hoje, essa fluidez acontece e o resultado acontece."

Tite destacou que os laterais tiveram participação decisiva no jogo, válido pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Catar. Se Daniel Alves ganhava liberdade para atacar, o lateral-esquerdo Alex Telles tinha orientação para compor uma linha de três na defesa, ao lado dos zagueiros.

"Tentamos estabelecer uma relação de conjunto. Deixamos jogadores mais à frente, com externos abertos, com amplitude, com largura. Para os jogadores terem espaço para infiltrações", declarou.

Tite concedeu a coletiva na companhia do auxiliar técnico César Sampaio, que ajudou a explicar as opções táticas da noite. "Tivemos a oportunidade de jogar com dois meias entrelinhas, algo que não conseguimos testar em jogos anteriores a não ser contra a Colômbia, mas isso foi só no segundo tempo. Desde o início assim, foi a primeira vez. Ficamos com um recorte bom, com alguns ajustes, enfim. A equipe vem evoluindo a performance e estamos desenvolvendo novos mecanismos ofensivos", disse Sampaio.

Líder disparada das Eliminatórias e já com a vaga garantida na Copa, a seleção tem mais dois jogos na competição, marcados para o fim de março. As partidas poderão ser opção para novos testes ou poderão servir para Tite compor a base definitiva do time e dar entrosamento aos titulares que irão para o Catar.

Nesta terça, o treinador desconversou sobre o assunto e afirmou que a decisão ainda não foi tomada. "Não sei, vamos sentar para fazer uma reunião, uma avaliação junto com Juninho (coordenador da seleção) e toda a comissão técnica", disse Tite.

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