Tite confirma a volta de Douglas, mas esconde o time

Tite está com um "abacaxi para descascar", com costuma dizer nas coletivas, neste final de semana. O técnico tem mais candidatos do que vagas no setor ofensivo do Corinthians para o jogo de domingo, contra o Bahia, em Salvador.

FÁBIO HECICO, Agência Estado

27 de julho de 2012 | 18h39

Na entrevista desta sexta-feira, o gaúcho deu uma única pista do que fará. Confirmou o retorno ao time de Douglas, desfalque por suspensão na vitória sobre o Cruzeiro. O resto é puro mistério. Emerson e Danilo são mais veteranos que os demais e podem ser poupados da sequência de jogos. Jorge Henrique e o jovem Romarinho são os outros postulantes ao time titular.

"O Fábio [Mahseredjian, preparador físico] disse para ter uma recuperação maior com alguns que estão sentindo [desgaste]. Vou definir amanhã [sábado]", disse. Além da volta de Douglas, outra certeza é a entrada de Wallace no lugar de Chicão, que sente dores na coxa esquerda e nem viaja a Salvador.

Tite adiou a estreia do atacante argentino Martínez, que "precisa de mais uma semana de trabalho com intensidade". Mas revelou que pode dar em Pituaçu mais tempo de jogo para o peruano Guerrero, que debutou nos últimos sete minutos diante do Cruzeiro e mostrou boa movimentação.

Depois de três vitórias e um empate nos último quatro jogos, Tite quer o Corinthians cada vez mais concentrado na recuperação do mau início de Campeonato Brasileiro. A equipe, que ficou as oito primeiras rodadas na zona de rebaixamento, subiu para a 11ª colocação.

"Precisamos melhorar todos os índices, chegamos a zero de saldo, mas o número de derrotas ainda é grande [cinco em 12 jogos]. Tinha que parar de perder, agora é parar de tomar gol. É um processo de recuperação atrasado", analisou.

A campanha instável do Bahia, que não vence em casa há mais de um mês, não alivia a preocupação de Tite. E até os rivais viram exemplo de ilustração. "Olha o exemplo do Atlético-GO com o São Paulo. Tivemos mais dificuldade de vencer o Náutico do que o Cruzeiro. Vê como o futebol é. Eles [Bahia] têm pivô, aumentaram a velocidade com Magno e Lulinha. Têm opção do Fabinho pela lateral, Fahel como primeiro volante. Titi e Danny Morais foram meus jogadores [no Inter]. É dificuldade..."

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