Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Tite diz que amistoso deve ter clima de revanche por parte do Peru

Na visão do treinador, a recente final da Copa América pode tornar a partida mais disputada do que o normal

Redação, Estadão Conteúdo

09 de setembro de 2019 | 17h12

O técnico Tite espera por um amistoso intenso diante do Peru, nesta quarta-feira, à 0h, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Na visão do treinador, a recente final da Copa América, vencida pela seleção brasileira, no início de julho, pode tornar a partida mais disputada do que o normal.

"Se eu estivesse do outro lado, teria esse sentimento de revanche, mas com lealdade. Não tem por que dar porrada. Quero jogar para mostrar que sou melhor. Se fosse o contrário, também teria. Como se faz de forma leal, é outra história. É salutar. Leva pressão. Temos que trabalhar em cima da pressão, sim", afirmou o treinador.

Ele admitiu que deverá alterar a equipe em todos os setores. "Temos que jogar um jogo grande, em torno de quatro substituições que devemos ter para iniciar, é essa exigência que tem que ter", revelou o comandante da seleção nacional.

"Mantemos uma estrutura de equipe. É um reencontro com a devida competitividade que vai ter. Mantém uma estrutura onde atletas já jogaram juntos, não mudar uma defesa inteira, não mudar meio-campo inteiro. É procurar manter um pouco essa estrutura", disse Tite, sem revelar detalhes sobre as possíveis alterações no time titular.

O técnico elogiou muito a evolução do adversário e o trabalho de Ricardo Gareca no comando da equipe peruana. "O Peru cresceu muito nas Eliminatórias. Cresceu como equipe, se consolidou. Gareca tem feito grande trabalho. Antes do jogo da final eu falei que aquele primeiro resultado tinha sido anormal (5 a 0 na primeira fase da Copa América). Vai ser um grande jogo de novo. Pode perder algumas peças, o Guerrero, mas há outros jogadores com qualidade. Mantém-se a estrutura básica da equipe."

No amistoso de sexta-feira, a seleção brasileira empatou com a Colômbia, por 2 a 2, em Miami. Casemiro abriu o placar e Neymar fez o gol de empate.

RIVAIS SUL-AMERICANOS

A comissão técnica da seleção brasileira defendeu, nesta segunda-feira, amistosos contra rivais sul-americanos com a intenção de preparar a equipe para a disputa das Eliminatórias para a Copa do Mundo do Catar, em 2022. Com isso, um duelo com adversários europeus só dever ocorrer em datas mais próximas do futuro Mundial.

"Jogamos as Eliminatórias e fizemos uma grande campanha. Jogamos amistosos importantes e lembro da (partida da ) Alemanha lá, da Inglaterra lá, lembro da Rússia lá. Jogamos outros amistosos sul-americanos, jogamos Copa América e Mundial. Eu fiquei na dúvida de dizer qual a importância, todos são importantes", disse Tite.

Em 2018, antes da Copa do Mundo da Rússia, o Brasil disputou quatro amistosos contra adversários europeus e venceu todos. Bateu Rússia (3 a 0), Alemanha (1 a 0), Croácia (2 a 0) e Áustria (3 a 0). Neste ano, a seleção pentacampeã disputou 12 partidas e o único rival europeu foi a República Checa, em março, com vitória brasileira por 3 a 1.

 

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