Fabrizio Bensch / Reuters
Fabrizio Bensch / Reuters

Tite diz que seria 'utopia' tentar alcançar estabilidade de técnicos alemães

Desde que Löw assumiu seleção germânica em 2006, Brasil já teve quatro técnico diferentes

Jamil Chade, Estadão Conteúdo

27 de março de 2018 | 08h46

Joaquim Löw não disputa apenas mais um jogo nesta terça-feira, em sua "casa". O técnico da Alemanha, de fato, comandará a seleção pela 160ª vez em doze anos e se aproxima de bater um recorde de longevidade na equipe.

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Nesse período, renovou a seleção em pelo menos duas ocasiões e, seja qual for o resultado na Rússia, a percepção é de que cabe ao treinador decidir se, depois do Mundial, ele quer ou não continuar.

Enquanto Löw esteve no comando, o Brasil, por sua vez, passou por quatro técnicos diferentes. Para Tite, existem "culturas diferentes" entre Brasil e Alemanha quando se fala em trabalho de treinadores no futebol.

"Temos que respeitar as culturas. São culturas diferentes na paciência. É utopia pensar que eu possa chegar perto", disse o brasileiro.

De fato, quando Löw assumiu o time em 2006, ele já havia sido o auxiliar técnico desde 2004. Para a DFB, a Federação Alemã de Futebol, o treinador fazia parte de uma estratégia de longo prazo para tornar o futebol alemão no melhor do mundo. Dez anos depois, na Copa de 2014, isso foi obtido.

Mas a renovação não vai terminar. No jogo desta terça-feira, a federação alemã levará ao estádio de Berlim cem treinadores de times juvenis do país para que entendam a importância de um grande clássico.

Desde 2003, a federação já treinou 14 mil pessoas para que possam atuar como técnicos de times amadores. O treinamento, segundo a DFB, é grátis.

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