Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Tite diz que 'trajetória' de Paulinho e Willian os mantém como titulares

Técnico decide dar mais uma oportunidade aos atletas que não foram bem nos dois primeiros jogos

Almir Leite, Ciro Campos e Marcio Dolzan, enviados especiais / Moscou, O Estado de S.Paulo

26 Junho 2018 | 12h42

Os "serviços prestados" mantêm o volante Paulinho e o meia Willian no time titular da seleção brasileira. O técnico Tite reconheceu que ambos não estão jogando bem nesta Copa do Mundo, mas ainda assim serão titulares na partida desta quarta-feira contra a Sérvia, no Spartak Stadium, em Moscou. Embora tenha testado algumas opções, ele mantém a confiança nos dois jogadores.

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"Eles têm condições de crescer. Como cresceu o segundo tempo da equipe (contra a Costa Rica, na segunda rodada). Ela vai se harmonizando. Olha a trajetória do Willian e do Paulinho. Olha como eles foram consistentes e decisivos. Não posso desconfiar disso", justificou o treinador em entrevista coletiva nesta terça-feira, antes do treinamento final para o confronto com os sérvios.

Tite voltou a chamar Willian de "foguetinho", pois vai no um contra um direto, e recordou a atuação de Paulinho no jogo com o Uruguai pelas Eliminatórias em Montevidéu, quando o jogador do Barcelona fez três gols na vitória brasileira por 4 a 1. "Tudo isso foi construído nesses 23 jogos."

O auxiliar técnico Cléber Xavier aproveitou o gancho para completar a defesa dos dois jogadores: "A gente tem de ajustar. Sabemos que tem de manter e o que tem de melhorar, mas não pode ficar trocando. A gente tem a cultura de que o melhor é sempre o que não está jogando, mas não pode ser assim."

 

O treinador decidiu manter a equipe que iniciou a partida com a Costa Rica, embora seja testada alternativas como a entrada de Renato Augusto no meio de campo e até a colocação de Fernandinho para reforçar o setor com o deslocamento de Neymar para a posição de centroavante e a retirada de Gabriel Jesus.

Tite voltou a lamentar a impossibilidade de contar com Douglas Costa, que por causa de uma contratura muscular na coxa direita nem viajou para Moscou - ficou em Sochi fazendo tratamento. Mas definiu a contusão sofrida pelo atacante como "uma infelicidade".

"Ele é jogador de torque, de aceleração, velocidade. Nossos índices de maior velocidade foram 25% superiores do que contra a Suíça", disse, em referência ao jogo com a Costa Rica, em que o atacante da Juventus se machucou. "Ele entrou com essa necessidade, talvez tenha influenciado. É circunstância de jogo", completou sobre a contusão.

Se Douglas Costa pudesse jogar, é possível que Tite deixasse em segundo plano os méritos do "foguetinho" Willian. Ele tinha intenção de escalar Douglas contra a Sérvia.

 

 

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