Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Tite é a favor do árbitro de vídeo e lamenta falta de consenso

'Defendo aquilo que é justo e correto no futebol', afirmou o técnico da seleção

O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2018 | 07h00

Defensor do jogo limpo e da justiça “em cima do desempenho de quem mereça”, Tite lamentou a decisão da maioria dos clubes da Série A de não levar adiante o árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro. Na opinião do técnico da seleção, quem votou contra a tecnologia vai acabar se arrependendo da escolha.

+ 'Não vou a Brasília nem na ida nem na volta, nem ganhando nem perdendo'

“Sou totalmente a favor, absolutamente a favor, definitivamente a favor (do uso do vídeo no futebol)”, afirmou Tite. “Defendo aquilo que é justo e correto no futebol, que se possa fazer justiça em cima do desempenho de quem mereça.”

No último dia 5, durante congresso técnico do Brasileirão, realizado na sede da CBF, 12 dos 20 clubes da primeira divisão vetaram o uso do árbitro de vídeo na competição deste ano. O principal argumento utilizado pelos que votaram contra o projeto foi o custo envolvido para a implantação do sistema. O montante chegaria a R$ 20 milhões, valor que deveria ser bancado pelos clubes – R$ 1 milhão para cada um durante as 38 rodadas. A CBF alegou que não poderia pagar pelo sistema por “não ter previsão de receita para isso”.

Para Tite, faltou um consenso entre as equipes e a entidade. “É bom para o futebol: os clubes em consonância com a CBF. Isso é um processo evolutivo, de todos. Eu tenho isso muito claro”, defendeu o técnico do Brasil.

O treinador projetou que quem votou contra vai se arrepender assim que seu time perder algum ponto importante por erro de arbitragem. “Em um jogo importante, uma dessas equipes que votou contra o VAR (sigla em inglês), um dos presidentes vai ser de alguma forma prejudicado e vai se lembrar do que aconteceu”, disse.

POLÊMICA

Tite também falou sobre a polêmica em torno da comemoração do atacante Vinicius Junior. No último sábado, o jogador festejou seu gol diante do Botafogo fazendo referência ao “chororô”, uma provocação tradicional de torcedores do Flamengo contra os alvinegros. Por causa do gesto, o Botafogo não liberou o estádio do Engenhão para o rival fazer a final da Taça Guanabara.

O técnico disse que tudo não passou de uma brincadeira. “Não foi algo contra a história do Botafogo, mas entendo o sentimento do torcedor e do dirigente”, ponderou. Na avaliação dele, as comemorações “lúdicas” devem ser aceitas. “Mas desde que não firam a dignidade, a história do clube e a grandeza dos profissionais.” 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.