Tite e Falcioni, um perfil dos treinadores de Corinthians e Boca

O estudioso Tite tenta superar o linha-dura Falcioni, que brigou até com o astro Riquelme

Fábio Hecico e Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2012 | 09h04

Tite e Falcioni têm algo em comum além de comandarem dois times de grande torcida: ambos buscam seu primeiro título na Libertadores. Para Tite, vencer o torneio internacional mais cobiçado do continente seria a consagração porque ele entraria para a história do Corinthians, que também tenta seu primeiro título. Já Falcioni tenta sua redenção pessoal após perder três decisões. Abaixo, um pequeno perfil dos dois técnicos finalistas.

Tite: ‘Falam de um jeito que parece que o time não tem qualidade'

Tite voltou ao Corinthians em 2010 por gratidão de Andrés Sanchez. O então presidente não se conformava com sua demissão, quando era gerente de futebol em 2005, na época da MSI, e prometera que ainda o recontrataria. O trouxe e até hoje não se cansa de espalhar que é um dos técnicos que mais conhece de táticas.

Estudioso, até nas horas vagas pesquisando sobre os adversários (deixando até de namorar, como revela, a contragosto de dona Rose) e também buscando os erros de sua equipe para corrigi-los, Tite está perto de consolidar seu nome no hall de treinadores tops, para muitos onde já está.

Ganhar a final da Libertadores do Boca seria, para esse simpático gaúcho de Caxias do Sul, de 51 anos, a consagração por anos e anos de dedicação à bola. E a chance de entrar de vez para a história corintiana. “Não tenho essa pretensão, apenas orgulho do trabalho que estou fazendo”, mostra humildade o ‘cara’ que para muitos, é o principal responsável pela chegada corintiana às finais, até mesmo pelo time, com o qual ele sempre procura dividir os méritos. “Sem atleta de qualidade não se chega a lugar algum. As pessoas falam de um jeito que parece que esse time não tem qualificação.

 

Falcioni: Técnico linha dura chegou a  brigar com o astro Riquelme

Não é só dentro de campo que o Boca Juniors conta com muita experiência na Libertadores. O técnico Julio César Falcioni já disputou três finais. Foi de 1985 a 87, quando ele era goleiro do América de Cali, da Colômbia. Esse argentino de 55 anos, carrancudo e de poucos sorrisos, porém, ainda persegue o título mais cobiçado do continente já que perdeu as três decisões. Em 1985, caiu diante do Argentinos Juniors nos pênaltis. No ano seguinte, foi derrotado pelo River Plate e em 1987 perdeu para o Peñarol.

No cenário nacional, a trajetória de Falcioni como jogador é de sucesso. Ganhou cinco campeonatos colombianos, de 1982 a 1986, e é até hoje o goleiro estrangeiro mais vitorioso daquele país.

Após pendurar as luvas, estreou como treinador em 1998 no Vélez Sarsfield. Passou ainda por Olimpo de Bahía Blanca, Independiente, Colón, Gimnasia y Esgrima até triunfar em 2009 no Banfield, quando foi campeão. O bom trabalho o credenciou para treinar o Boca. Logo em seu primeiro ano, em 2011, conquistou o Torneio Apertura invicto.

Tido como um técnico linha dura, entrou em rota de colisão com Riquelme e chegou a ter sua saída cogitada esse ano. Os bons resultados o seguraram.

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