Pedro Martins/Mowa Press
Pedro Martins/Mowa Press

Tite encerra rodízio e define Neymar como capitão fixo do Brasil

Treinador diz que atacante amadureceu e está pronto para assumir o posto de maneira definitiva

Thiago Mattos / Especial para o Estado, New Jersey, O Estado de S. Paulo

06 Setembro 2018 | 20h50

Às vésperas do amistoso contra os Estados Unidos que marca o retorno da seleção brasileira aos campos nesta sexta-feira (7), o técnico Tite apresentou Neymar como novo capitão do time e afirmou que a partir de agora não haverá mais rodízio entre os capitães do Brasil.

A constante troca de capitães era uma característica do técnico, que gostava de dividir responsabilidades entre os jogadores em campo. Ao lado do técnico, Neymar falou em entrevista coletiva sobre o novo momento e lembrou da eliminação da Copa da Rússia:

"Eu fui alvo de muitas críticas e não me senti bem para falar naquele momento", afirmou o atleta sobre seu silêncio após à derrota para a Bélgica. "Resolvi aceitar porque aprendi muita coisa, vou aprender bem mais e essa responsabilidade vai fazer bem pra mim. Amadureci e sei que posso exercer essa função."

Tite saiu em defesa do camisa 10 durante a fala de Neymar na coletiva. "É uma liderança técnica, um jogador que amadureceu ao longo tempos e tem sabido absorver crítica", disse o treinador. "Quando a crítica é embasada ela te faz crescer. Temos de fomentar a evolução dele."

Muito questionado sobre o fiasco da Copa da Rússia, Neymar respondeu às críticas a sua atuação com bom humor.  "Eu não tenho muito o que falar sobre o cai-cai. Sou um jogador mais rápido, mais leve e às vezes sofro falta, eles não vão me deixar passar sem dar uma porradinha. Acabei sofrendo muitas faltas na Copa, não era o que eu queria mas aconteceu", disse o atacante. "Vou reconquistar os torcedores jogando futebol. Aproveitando peço desculpa aos torcedores que ficaram chateados com a gente. Perder é muito ruim e a gente fez de tudo para alcançar a melhor posição mas não foi dessa vez."

BRASIL X EUA

Para o amistoso contra o time da casa, o Brasil entra em campo com dez dos jogadores que estiveram na Copa da Rússia: Alisson, Fabinho, Thiago Silva, Marquinhos e Filipe Luis, na defesa; Casemiro, Fred e Philipe Coutinho, no meio de campo; Douglas Costa - que entra no lugar de Willian -, Neymar e Roberto Firmino, no ataque. 

A equipe dos Estados Unidos deve ser uma adversário fácil. Sem vencer desde maio, em jogo contra a Bolívia, a equipe dos EUA tem apresentado resultados pífios. Embora esbanje um empate com o time da França, antes do início da Copa da Rússia, entre os últimos jogos a equipe dos Estados Unidos perdeu para o time da Irlanda, de Trinidade e Tobago e empatou com a Bósnia e Herzegovina. 

Uma das maiores características do time dos EUA é a pouca idade os jogadores - 15 deles tem até 23 anos de idade, e 13 jogam atualmente na europa. Mas o time da casa não representa qualquer ameaça à seleção brasileira. 

Para o amistoso, o trio de arbitragem é mexicano, encabeçado pelo árbitro Fernando Guerrero e pelos assistentes Alberto Morin e Andres Hernandez Delgado. A partida começa às 21h05, horário de Brasília.

 

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