Sergio Moraes/Reuters
Sergio Moraes/Reuters

Tite minimiza desfalques no Brasileirão e lembra que 'precisa entregar resultado'

Técnico inclui sete jogadores que atuam em times brasileiros na lista dos 23 convocados para a seleção

Redação, Estadão Conteúdo

20 de setembro de 2019 | 13h24

Tite incluiu nesta sexta-feira sete jogadores que atuam no Brasil em sua lista de 23 convocados para defender a seleção brasileira nos amistosos contra Senegal e Nigéria, respectivamente em 10 e 13 de outubro, em Cingapura. Com isso, estes atletas desfalcarão suas respectivas equipes na 24ª e na 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, entre os dias 9 e 13 do mesmo mês dos jogos na Ásia.

Entre os jogadores que atuam em clubes nacionais, foram chamados o zagueiro Rodrigo Caio e o atacante Gabriel Barbosa, ambos do Flamengo; o meio-campista Matheus Henrique e o atacante Everton Cebolinha, dois representantes do Grêmio; além do lateral-direito Daniel Alves, do São Paulo, e os goleiros Santos, do Athletico-PR, e Weverton, do Palmeiras.

Ao comentar sobre sua opção de convocar jogadores que ficarão fora de partidas do Brasileirão por duas rodadas consecutivas, Tite minimizou o peso das baixas para os clubes em uma competição de pontos corridos e lembrou que já havia tentado minimizar ao máximo o prejuízo para as equipes quando anunciou, no mês passado, os convocados para os amistosos contra Colômbia e Peru, nos Estados Unidos.

Naquela ocasião, ele chamou seis atletas que atuam no País, sendo um deles de cada clube, motivado pelo fato de que procurou desfalcar o mínimo possível times que estavam envolvidos em competições com fases eliminatórias, como são os casos da Copa do Brasil e Libertadores.

"Eu não posso responder em relação a outras seleções. É uma dimensão que você está trazendo para mim como uma carga excessiva. Todas as situações que podem ser argumentadas a favor ou contra podem ser respeitadas. Quero colocar às pessoas que nos ouvem que existe outro lado da questão, que é o lado da convocação da seleção brasileira, que têm de entregar desempenho e resultado também", afirmou Tite, em entrevista na sede da CBF, no Rio, onde depois repetiu que precisa chamar os melhores jogadores à disposição porque ele e a seleção têm de ganhar suas partidas e sofrem grande pressão pela conquista de bons resultados.

Neste mês, por exemplo, os resultados esperados não vieram em solo norte-americano, onde o Brasil empatou por 2 a 2 com a Colômbia, em Miami, e depois foi derrotado pelo Peru por 1 a 0, em Los Angeles. "Fomos campeões da Copa América e quinto (colocados) no Mundial, nós precisamos entregar resultado. Estou tendo o máximo de bom senso. O calendário é muito mais decisivo numa competição de Copa do Brasil do que numa competição de pontos corridos. Há controvérsias, há situações que podem ser defendidas das duas partes. Cada um busque a situação que achar melhor", completou o treinador.

Também presente na entrevista de Tite, o novo coordenador da CBF, Juninho Paulista, aproveitou o tema para lembrar da promessa feita pelo presidente da entidade, Rogério Caboclo, quando assumiu o cargo. Em abril, ele disse que a partir de 2020 o calendário da seleção não vai coincidir com o das datas de partidas dos clubes nas duas principais competições do País.

"A gente já sabia que teria de lidar com esses problemas durante este ano. O nosso presidente disse na posse dele que isso não irá acontecer no ano que vem, com jogos da seleção durante os jogos da Copa do Brasil e do Brasileirão Isso já está resolvido, vamos ter de lidar com esse problema somente mais este ano", enfatizou Juninho.

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