Tite não se rende e fala na Libertadores

Enquanto houver chances matemáticas, Tite não vai jogar a toalha para a Copa Libertadores da América. No reencontro com os jogadores, nesta terça-feira, após o decepcionante empate diante do Coritiba, por 0 a 0, no Pacaembu, o treinador deu uma ?chacoalhada? no grupo. Assegurou que nada está perdido. E ratificou um dado matemático, levantado por ele mesmo na semana retrasada: se o Corinthians terminar o Campeonato Brasileiro com uma pontuação entre os 74 e 78 pontos ganhos, a vaga na Libertadores estará garantida.Para chegar aos 74 pontos, o time terá que ganhar 20 dos 30 pontos que ainda estão em jogo. "É difícil? É. É impossível? Não", pergunta e responde o próprio Tite. Ao mesmo tempo, porém, o treinador contesta os matemáticos que dão ao Corinthians só 1% de terminar a competição entre os três primeiros colocados. "Com todo respeito, quem está dizendo que nós temos 1% de chance é o mesmo que disse que o Corinthians tinha 54% de chances de ser rebaixado".Os números, inclusive os seus, são vistos por reservas pelo treinador. Tite é o primeiro a reconhecer que suas contas terão de ser revistas jogo a jogo, dependendo dos resultados do próprio Corinthians e de seus concorrentes diretos à uma das quatro vagas na competição sul-americana. Chegaram às suas mãos, nesta terça-feira, mais números que favorecem a sua equipe. O retrospecto do Corinthians no primeiro turno contra os 10 adversários que ele terá de enfrentar no segundo, é animador. A equipe somou 21 pontos, com seis vitórias, três empates e uma derrota.No primeiro turno, o Corinthians venceu o Paraná (1 a 0), o Criciúma (1 a 0), o Cruzeiro (1 a 0), o São Caetano (2 a 0), o Vasco (3 a 1) e o Figueirense (1 a 0); empatou com o Vitória (1 a 1), Botafogo-RJ (2 a 2) e Inter (0 a 0) e perdeu do Fluminense ( 2 a 0). "Se repetir a performance, chegaremos aos 74 pontos. E o Corinthians estará classificado para a Libertadores".Faca na cabeça - Um milagre? Tite pensa que não. Segundo ele, esse time já superou traumas bem maiores. "Esse grupo mostrou que tem condições de administrar pressão. Já venceu um desafio muito mais difícil: sair do rebaixamento. Aquilo sim era pressão. A gente dormia e acordava com uma faca na cabeça".Desafio mesmo, para o técnico, será descobrir um meio de fortalecer o poder de fogo do ataque. Para complicar ainda mais a situação, Alberto, que sofreu uma luxação no ombro direito, desfalcará a equipe por 10 dias. Não enfrentará o Paraná, no domingo, nem o Criciúma, na quarta-feira seguinte, ambos fora. E Alessandro, que poderia ser uma opção importante, está se queixando de dores na coxa direita.Tite admite tudo para melhorar o desempenho: jogar com três atacantes, escalar dois meias ofensivos ou até mesmo rever o esquema tático no geral. "Alguma solução eu vou ter que buscar. Por isso essa será uma semana muito importante. Vamos trabalhar forte, como fizemos em Porto Feliz. Espero que a poupança feita lá atrás (em Porto Feliz) possa dar os resultados agora".Os treinos também vão definir quem entrará no lugar de Alberto. A disputa será entre Jô e Marcelo Ramos. Se Alessandro melhorar, é bem provável que ele seja escalado como o terceiro atacante. No meio-de-campo, Wendell deve reassumir a sua posição como volante, no lugar de Filipe Alvim, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

Agencia Estado,

19 de outubro de 2004 | 15h21

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.