Estadão
Estadão

Tite não vê problema em técnico estrangeiro na seleção brasileira

'Quanto mais qualidade, melhor', diz treinador do Corinthians

O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2015 | 09h47

O técnico Tite, do Corinthians, mostrou-se favorável à contratação de um estrangeiro para comandar a seleção brasileira no lugar de Dunga. Ele fez só uma ressalva: 'que seja bom e traga qualidade' ao futebol nacional. A declaração foi dada em entrevista na noite desta segunda-feira ao canal Fox Sports. "Técnico estrangeiro (na seleção)? Palavra de honra: se trouxer mais qualidade, melhor para todos. Se eu permito? Eu gostaria. Tu não podes trazer o nível para baixo. Mas tem de trazer técnico bom, quanto mais intercâmbio melhor."

A discussão de contratar um técnico estrangeiro para a seleção brasileiro ganhou força após o vexame na Copa do Mundo (7 a 1 para a Alemanha) e voltou à tona depois do fiasco da seleção na Copa América. Dunga, que substituiu Felipão no cargo, também passou a ser criticado.

Em julho, Daniel Alves, lateral-direito da seleção, revelou que Pep Guardiola sonhava treinar a seleção brasileira durante a Copa do Mundo de 2014. Segundo o jogador, o técnico espanhol teria se oferecido para dirigir o Brasil. "Antes da Copa (2014), o Pep queria treinar a seleção e não o quiseram. Ele falou que queria fazer a gente campeão do mundo e tinha toda uma estratégia montada e não quiseram."

Tite já foi cotado para assumir o Brasil. Também na entrevista ao canal Fox Sports, o técnico do Corinthians revelou que houve um contato em 2012 logo após a saída de Mano Menezes. Segundo o treinador do Corinthians, o contato da CBF foi feito por meio do então presidente do clube, Mário Gobbi. "Foram conversar sobre a possibilidade de me liberar, pois tínhamos o Mundial (de Clubes) no Japão."

A CBF, então, contratou Felipão e Parreira. Após o Mundial, Tite foi apontado em consultas informais e opiniões de ex-jogadores como favorito para assumir o cargo. Porém, quem ganhou nova chance foi o técnico Dunga, que já havia comandado o Brasil na Copa de 2010, na África do Sul. Apesar do fracasso na Copa América, a CBF banca o atual treinador até a Copa de 2018, na Rússia.


Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.