Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Tite nega 'mundo ideal' em amistosos, mas prevê aprendizado para a seleção brasileira

Técnico afirma que gostaria de enfrentar a Bélgica e Alemanha, só que não é possível

Marcio Dolzan / RIO, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2019 | 12h49

Logo após anunciar a lista de convocados para os últimos dois amistosos do ano da seleção brasileira, o técnico Tite admitiu que os jogos da seleção não são o "mundo ideal". Ele ressaltou, no entanto, ser possível tirar algum aprendizado diante de adversários de menor expressão. A CBF reúne a seleção para as partidas diante de Argentina e Coreia do Sul em novembro. Os jogos também serão os últimos dois antes da estreia do time nas Eliminatórias para a Copa do Mundo do Catar, cuja primeira rodada será disputada em março do ano que vem.

No próximo mês, além do clássico com os argentinos, o Brasil terá um duelo com a Coreia do Sul. Recentemente, a seleção empatou com Senegal, Nigéria e Colômbia, e perdeu para o Peru. Antes da Copa América, o time encarou equipes mais fracas, como Panamá, Catar e Honduras. A única seleção europeia no caminho do Brasil foi a República Checa.

"Existe o mundo real e o mundo ideal. Eu queria jogar de novo contra a Bélgica, diante da  Alemanha... Mas se eles não querem, a gente vai fazer o quê? Não tem jogo... Então a gente procura (um rival) na medida do possível", comentou Tite. "Vai te trazer de alguma forma, em alguma circunstância, algum aprendizado para as competições oficiais."

O treinador destacou o clássico com a Argentina, de Messi, marcado para o dia 15. "É um campeonato à parte. Acho que é o quinto jogo que teremos contra eles. A margem de diferença para jogo de Eliminatórias, de Copa América, é muito pequena por causa da rivalidade, pela grandeza das duas equipes", considerou.

O auxiliar Cléber Xavier procurou enaltecer também a Coreia do Sul, último adversário do Brasil no ano. "A Coreia é uma daquelas seleções que a gente menospreza de modo geral, mas é uma seleção com grandes participações em Copas do Mundo, com frequentes participações nos Mundiais. Geralmente é uma das melhores equipes da Ásia. Venceu a Alemanha na última Copa", pontuou.

Quem fez a defesa mais enfática dos amistosos marcado pela CBF, contudo, foi o coordenador da seleção, Juninho Paulista. Ele faz o trabalho de Edu Gaspar, braço-direito de Tite antes de se tranferir para o Arsenal. "Depois da Copa América, enfrentamos dois adversários, a Colômbia e o Peru, que são fortíssimos e bem ranqueados na Fifa. Na sequência, pegamos duas das melhores equipes africanas. Senegal vem liderando o ranking (africano) há dois, três anos, e a Nigéria também é sempre bem ranqueada. E agora (teremos) os amistosos com Argentina e Coreia do Sul", avaliou Juninho. "Não são jogos preparatórios em vão. São adversários fortes e que vão servir muito para que nosso início de Eliminatórias seja bem feito."

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