Tite pede ao time que assumam elogios

O Santos que se cuide. O adversário que Robinho e cia. vai enfrentar domingo, na Vila Belmiro, está com fome de gols e de vitórias. Até o técnico Tite, um homem marcado por um tipo de discurso polido, quase desprovido de ousadia, entrou no clima de euforia do torcedor comum.Animado com a ascensão de sua equipe, nesta sexta-feira o chefe surpreendeu. Em vez daquele enredo simplório e previsível de outras épocas, pregando cuidado e pés no chão, desta vez ele próprio foi o primeiro a incentivar os jogadores a assumirem os elogios. "Se aceitamos as críticas no passado, é justo que aceitemos os elogios agora. Eles são merecidos. E se são merecidos, não podemos ter medo dos elogios".Tite é o primeiro a admitir que o Corinthians já é um candidato ao título, apesar do começo ruim no Campeonato Paulista, com duas derrotas consecutivas nas primeiras rodadas. A reação mostrada nas quatro partidas seguintes, com quatro vitórias consecutivas, deu ao treinador a certeza de que o time já evoluiu bastante para acreditar que pode vencer o Santos em plena Vila Belmiro."Não vou cometer o exagero de dizer que o Corinthians já está pronto, porque ainda temos muito o que evoluir. Mas hoje eu diria que é um jogo igual. Tanto o Corinthians pode vencer o Santos na Vila Belmiro, como o Santos pode vencer o Corinthians em casa. É uma decisão, entre duas equipes que postulam o título e que devem acelerar bastante a partida. Prevejo um grande espetáculo, bom de se assistir e de se jogar. Aliás, o Corinthians não pode jogar cadenciado. Como eu vou tirar a velocidade de um Tevez, de um Gil, de um Dinelson?", questiona.Tite teve, porém, a preocupação de descaracterizar um eventual duelo entre Tevez e Robinho. "Embora sejam dois jogadores fantásticos, que desequilibram, ninguém joga sozinho. Futebol é conjunto. Precisa de gente que ataque, que faça gols, mas depende também de atletas que marquem, que recuperem a posse de bola".O mesmo critério o técnico usou para comparar as ausências de Carlos Alberto, pelo Corinthians, e de Ricardinho, pelo Santos. "São duas ausências importantes, que preocupam a mim e ao Oswaldo. Mas, quem mais perde com essas ausências é o espetáculo".

Agencia Estado,

11 de fevereiro de 2005 | 19h53

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