Werther Santana|Estadão
Werther Santana|Estadão

Tite quer ampliar a sua sala de troféus no Corinthians

Treinador ainda não ganhou a Copa do Brasil no clube

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

15 de março de 2016 | 07h00

Logo na primeira final veio o título, contra o Corinthians. Ele dirigia o Grêmio. Na sua segunda decisão quem levou a taça foi o time paulista. Mas ele estava no Inter. Técnico com maior número de títulos pelo Alvinegro e caminhando para se tornar o que mais tempo o dirigiu, Tite sabe que a conquista da Copa do Brasil seria a cereja no bolo para completar seu currículo no Parque São Jorge. O treinador já se arma para uma aventura europeia, mas não esconde de ninguém que seria importante “fechar o currículo” com o título que lhe falta – já ergueu Paulista, Brasileiro (duas vezes), Libertadores, Recopa e o Mundial.

Mas falar em título com a competição no início, com o Corinthians na Libertadores e só entrando nas oitavas não é muita pretensão? Sim, até pelo fato de sua estreia ser apenas no segundo semestre. Essas, porém, são as metas de Tite, que abriu mão da disputa no ano passado (nem ele nem ninguém no clube ousam falar que isso ocorreu) pela briga do Brasileirão.

"Ganhar a Copa do Brasil é bom para caramba, cara. É muito bom! E tenho essa pretensão aqui no Corinthians”, afirmou o treinador, ainda na campanha passada, revelando um de seus sonhos. Há a lenda que a cada sete anos a Copa do Brasil é do Corinthians. Foi campeão em 95 (sétima edição), depois 2002 e por fim em 2009. A conta fecha em 2016. Tite não gosta dessas curiosidades, prega trabalho e, com grupo com contrato longo, espera chegar na competição com o mesmo entrosamento do Brasileirão passado.

Giovanni Augusto, André, Guilherme, Marlone, Balbuena, nomes que chegaram agora, são apostas para estarem “nos cascos” no segundo semestre. Se o Corinthians ainda não engatou na temporada – joga um futebol considerado feio, porém eficiente –, é bom não desconfiar dele na Copa do Brasil. Até lá o entrosamento será bom e seus reforços terão tudo para provar seu valor.

O Corinthians que iniciou a temporada sob total desconfiança pode, sim, recuperar o prestígio na Copa do Brasil. Sabe se defender bem, leva poucos gols, e tem enorme eficiência jogando em casa. A certeza é a de que o campeão brasileiro não deve sofrer outro desmanche no meio do ano, ao contrário de muitos rivais que estão com suas peças importantes em evidência. Isso seria um fator importante para se diferenciar. Por enquanto, o Corinthians é apenas mais um candidato, como tantos outros. É esperar para ver se a história de reorganização de um elenco de 2015 se repetirá. Tite já mostrou o poder de tirar o melhor de qualquer atleta.

FIQUE DE OLHO

Giovanni Augusto: o articulador chegou com a missão de substituir o meia Renato Augusto e fazer a bola chegar redonda para os atacantes corintianos. Com seu toque refinado e também boa finalização, o reforço 

pode ser o maestro corintiano na edição atual. O jogador é uma fera.

TIME

6 titulares novos tem o time após o desmanche de início de ano. Yago, Bruno Henrique, Guilherme, Lucca, Giovanni Augusto e André são as apostas de Tite. O favoritismo foi embora, mas a garantia é de que a força será mantida assim que o entrosamento chegar. E caso Tite precise, ainda vieram Balbuena, Willians, Marlone e Alan Mineiro.

HISTÓRICO

O Corinthians costuma fazer grandes campanhas e amargar eliminações dolorosas na competição. Mas Sempre figura forte e já são cinco decisões no currículo. Por duas vezes, após perder a taça no ano anterior, deu a volta olímpica no seguinte (perdeu 2001, ganhou 2002; perdeu 2008, se redimiu em 2009) e ainda tinha calado o Olímpico ao bater o Grêmio em 1995.

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