Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Tite rechaça favoritismo do Brasil na Copa do Mundo e 'caminho fácil' até a final

Caso chegue à final, seleção pode ter pela frente uma seleção que jamais disputou uma decisão no torneio, casos de Croácia e Rússia

Ciro Campos e Leandro Silveira, enviados especiais/Samara, O Estado de S.Paulo

03 Julho 2018 | 05h06

Em um Mundial de favoritos eliminados e de boas performances de seleções de menor tradição, Tite está preocupado em se tornar vítima dessa tendência. Após eliminar o México em Samara, na Rússia, com a vitória por 2 a 0, nesta segunda-feira, o técnico afirmou que não considera o caminho até o título mais fácil pela ausência de rivais de peso como Alemanha e Espanha, os dois últimos campeões.

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Caso chegue à final, o Brasil pode ter pela frente uma seleção que jamais disputou uma decisão no torneio. Do outro lado do chaveamento, estão novatos como Rússia e Croácia. Apenas a Inglaterra já foi campeã do mundo. "Não me atenho a favoritismo. Essa mesma equipe que vencemos hoje (segunda-feira) venceu, e bem, a Alemanha. Venceu, e bem, a Coreia (do Sul), que também ganhou da Alemanha", exemplificou o treinador, ao citar o México.

Tite concedeu entrevista antes de a Bélgica bater o Japão em 3 a 2 e confirmar a presença como adversária desta sexta-feira, pelas quartas de final. O treinador costuma elogiar a equipe belga pela qualidade técnica, em especial o meia Eden Hazard, que já teve a oportunidade de enfrentar em 2012, na final do Mundial de Clubes da Fifa entre Corinthians e Chelsea.

 

A aposta do treinador é de a seleção continuar em crescente para o encontro contra a Bélgica, o jogo mais complicado desta Copa do Mundo até o momento. O desafio de Tite é estudar uma forma de a seleção não sentir a ausência de Casemiro. O volante recebeu o segundo cartão amarelo e cumpre suspensão. A vaga deve ficar com Fernandinho, a quem será confiada a missão de marcar jogadores criativos como Eden Hazard e Kevin De Bruyne.

 

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