Lucas Figueiredo/ CBF
Lucas Figueiredo/ CBF

Tite reclama publicamente da empresa que cuida dos jogos da seleção

Treinador cita nominalmente a empresa Pitch por causa da condição do gramado e de não poder treinar no local da partida

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de outubro de 2019 | 15h40
Atualizado 10 de outubro de 2019 | 20h21

Tite criticou com mais ênfase a empresa responsável por marcar os amistosos da seleção brasileira, a Pitch International, que ganhou esse direito da própria CBF em contrato. O treinador reclamou da impossibilidade de os jogadores brasileiros treinarem no Estádio Nacional de Cingapura, palco do amistoso contra Senegal nesta quinta-feira, às 9h (horário de Brasília).

"O que mais me deixou chateado foi a falta de respeito da Pitch com a seleção brasileira e a de Senegal também por não trabalharmos no campo de jogo. Isso me deixou descontente. Atletas de alto nível merecem respeito maior, a oportunidade de treinar no campo de jogo. O campo que treinamos não é o ideal, não nos atende", comentou Tite, citando textualmente o nome da empresa pela primeira vez.

Braço do conglomerado Dallah Al Baraka, da Arábia Saudita, a Pitch é parceira da CBF desde 2006 e em 2012 a empresa teve seu contrato renovado até 2022. É ela que marca todos os amistosos do Brasil, escolhe os lugares e negocia os horários. Na época, ambos os acordos foram feitos pelo então presidente da CBF Ricardo Teixeira - a renovação ocorreu pouco antes de ele renunciar, acusado de corrupção em diversos países. A reclamação de Tite não é comum, embora ele já tenha comentado algo parecido nos jogos do Brasil nos Estados Unidos.

A divergência entre a Pitch e a seleção brasileira não vem de hoje. Em 2015, o então presidente da CBF, José Maria Marin, cogitou romper o acordo. Marin está preso nos EUA. As restrições no período eram referentes ao nível de alguns adversários contratados para enfrentar a equipe nacional e também à qualidade dos gramados onde os jogos eram marcados.

Tite não entrou mais em detalhes sobre as reclamações e restringiu as críticas à impossibilidade de treinar no estádio. "Basicamente a gente quer campo e nesta situação ela nos atende. Não é o ideal, mas nos atende. O problema maior é o respeito. As seleções merecem ter respeito. Senegal é 20º do mundo e os últimos anos é referência na África. Ela (Pitch) deveria nos proporcionar a oportunidade de treinar no campo de jogo também", comentou Tite.

Nos amistosos de setembro, a seleção brasileira fez dois jogo nos Estados Unidos. Em um deles, o time teve de atuar em um gramado usado para partidas de futebol americano. Tite não gostou. Vale lembrar que um dos jogos também aconteceu à meia-noite de Brasília durante a semana. O coordenador da seleção brasileira, Juninho Paulista, quando assumiu o cargo, em julho, disse que conversaria com representantes da Pitch sobre os amistosos do Brasil. Desde então ele não se pronunciou mais sobre a parceira da CBF. 

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