Pascal Guyot/AFP Photo
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Tite reconhece pressão para Brasil manter alto nível aliado a resultados na Copa

Treinador reconhece desafio e quer que equipe mantenha a naturalidade diante da Suíça, no domingo, às 15h

Almir Leite, Ciro Campos e Leandro Silveira, enviados especiais / Rostov, O Estado de S.Paulo

16 Junho 2018 | 13h46

A seleção brasileira chega à Copa do Mundo sob o desafio de confirmar o ótimo desempenho que vem tendo sob o comando de Tite, que só perdeu um dos 21 jogos em esteve sob o seu comando, recuperando uma equipe que estava abalada pela derrota por 7 a 1 para a Alemanha nas semifinais da Copa do Mundo de 2014. Essa pressão foi reconhecida pelo treinador neste sábado, em entrevista coletiva concedida neste sábado na Arena Rostov, palco da estreia da equipe na competição, neste domingo, às 15 horas (de Brasília), diante da Suíça.

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"Foi desafiador, continua sendo, para manter esse padrão ou melhorar. Nós queremos a cada jogo ser melhor estrategicamente falando. A pressão é muito forte. O mundo está voltado ao futebol e a nós. Queremos ter a mesma naturalidade de outras situações para fazer. E que a equipe saiba diferenciar resultado e desempenho", afirmou o treinador, que voltou a rejeitar o status de unanimidade nacional, como se tornou comum ouvir em tempos recentes.

Tite também pontuou as principais características de uma equipe que ele considera candidata ao título mundial, mas que evitar apontar como clara favorita. "Forte, competitiva, com qualidade técnica individual, com estilo de jogo consolidado. Uma das equipes postulantes ao título", disse o técnico, que declarou estar satisfeito com o trabalho que vem desenvolvendo à frente da seleção desde o segundo semestre de 2016.

 

"Hoje, cada vez mais o público sabe diferenciar desempenho de resultado. Consegue ver quando joga bem, quando a equipe é competitiva e mentalmente forte, mesmo que na hora fique o impulso. Claro que a gente lida com emoção. Não posso cobrar do torcedor que ele fique feliz porque empatou, porque perdeu, mas jogou muito", disse.

O técnico só evitou assegurar que a escalação com um quarteto ofensivo, formado por Philippe Coutinho, Gabriel Jesus, Neymar e Willian, será mantida até o final da participação brasileira na Copa. "Esse time vai mostrar, vai se forjar. Seria muita pretensão dizer, mas hoje, sim. Mas amanhã não sei como renderá. Tive problemas físicos e decréscimos técnicos. Há uma ideia, sim, mas ela vai se mostrar dentro de campo", concluiu.

 

 

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