Fábio Motta / Estadão
Fábio Motta / Estadão

Tite repete goleiros e diz que 'não dá pra ser bonzinho com todo mundo'

Ao ser questionado sobre Vanderlei, Tite lembra de outros goleiros que não chamou, como Diego Alves, Weverton e Fábio, do Cruzeiro

Marcio Dolzan, Estadão Conteúdo

15 de setembro de 2017 | 13h04

Apesar de insistir a cada convocação que há pelo menos seis goleiros em condições de vestir a camisa da seleção brasileira, o técnico Tite parece próximo de decidir quais estarão na Copa do Mundo do próximo ano. Algo incomum nas suas convocações, ele chamou os mesmos três goleiros das duas últimas partidas das Eliminatórias: Alisson, da Roma, Ederson, do Manchester City, e Cássio, do Corinthians. Apontado como "bola da vez", Vanderlei, do Santos, ficou de fora novamente.

A ausência do goleiro santista foi questionada duas vezes pelos jornalistas presentes à entrevista coletiva concedida pelo treinador logo após o anúncio da lista. Um repórter questionou "quantos milagres" Vanderlei precisaria fazer ainda para ser chamado, e Tite demonstrou certo desconforto.

"A respeito de convocação, de goleiro, e ao que você citou, de milagre. O técnico é um ser humano e não exige milagre de outro ser humano, ele exige performance. E ele tem também a humildade de entender que existem outras pessoas com outros conceitos diferentes do dele, e aprender a respeitar também", disse o técnico. "Eu respeito todos os profissionais e gostaria de convocar mais gente, mas não exijo milagre de ninguém."

Segundo Tite, a definição dos nomes passa muito pela avaliação do preparador de goleiros da seleção, Taffarel, e pela falta de tempo para treinamentos. "Tem um acompanhamento, o Taffarel é muito específico nesse - a palavra final é minha. Tem uma avaliação técnica de um goleiro que tem Copa do Mundo, tem toda uma trajetória, que acompanha todos, que acompanha treinamentos e jogos in loco, e que tem toda a minha confiança", ponderou o técnico. "Se tivesse mais tempo teria toda uma situação, eu falei em projeção para Copa do Mundo. Não dá para eu ser bonzinho com todo mundo. O tempo não me permite."

Mesmo repetindo o trio da última convocação, o treinador avalia que o Brasil tem uma série de goleiros em condições. "Existem sete ou oito jogadores muito bons. Existe uma safra muito boa, e é inevitável vir as perguntas. Diego Alves, em algum momento, foi assim, o Weverton, está fora, mas estamos acompanhando. Tem toda essa possibilidade de acompanhamento", afirmou Tite.

"Eu vi o clássico em que o Santos venceu, e os dois goleiros jogaram muito. O Alisson bem, no jogo com o Atlético de Madrid fechou o gol, fez a diferença para o resultado. Às vezes o resultado vem não pelo desempenho no geral, mas um isolado. O Ederson vem numa sequência, o Weverton está retomando um padrão. Diego (Alves), infelizmente, o fato de não pode disputar a Copa do Brasil fica prejudicado um pouco. O Fábio, voltou depois de se machucar, em alto nível", enumerou Tite.

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