Tite sabe: agora o time não pode errar

A MSI já gastou até agora perto de R$ 125 milhões nas contratações milionárias. Tevez, Carlos Alberto, Dominguez e talvez Vágner Love... Tite a muito custo renovou seu contrato com o Corinthians. Recebe R$ 150 mil - o triplo do salário do ano passado e R$ 50 mil a mais do que desejava, antes de saber da proposta de US$ 1 milhão de luvas e dos US$ 150 mil mensais a Vanderlei Luxemburgo. O técnico quis mais dinheiro até por capricho. Kia Joorabchian resolveu pagar porque sentiu que Tite tem nas mãos os coadjuvantes que servem de escada para as estrelas brilharem. Queimado das praias do Sul, Tite está tendo as férias de sonho de todo treinador. Sorri cada vez que o seu celular toca. Na maioria das vezes, do outro lado, está o gerente Paulo Angioni, dizendo que uma contratação desejada deu certo. "Não sou um privilegiado. Sou o mesmo técnico que trabalhou no ano passado com um grupo com várias deficiências. Trabalho bem com quem tiver nas mãos." Começou 2005 ambicioso. "A parceria está montando um time poderoso. E vou colocar o time para ganhar tudo: Paulista, Copa do Brasil, Brasileiro, Copa Sul-Americana. O Corinthians será a equipe mais cobrada do País e a que mais vai dar resultado." De onde você tirou tanta confiança? Do meu trabalho. O Corinthians tem base formada de 2004. Os jogadores que a MSI está contratando chegam para se encaixar. Vamos antecipar etapas porque a cobrança será enorme. Você vai usar o Paulista para preparar o time... Se fizer isso, estou morto. O Corinthians terá de ganhar assim que entrar em campo com suas estrelas. Não vamos ter perdão. Farei como fiz no Grêmio em 2001. Ganhei o Gaúcho e a equipe ficou com confiança para vencer a Copa do Brasil do Corinthians dentro do Morumbi. Como controlará os egos? Não haverá problemas. O projeto do Corinthians irá se impor. Todos vão querer títulos e valorização profissional. Não haverá distinção entre brasileiros, argentinos, jogadores caros e os formados no clube. Serei o comandante do grupo. Esse será o segredo: mais que um time poderoso, formaremos um grupo vencedor. Você deve favor ao grupo com o qual trabalhou em 2004? Não é uma questão de favor. Os jogadores foram fantásticos. Se dedicaram e tiraram o Corinthians do 17.º lugar e o levaram para 5.º no Brasileiro. Isso é uma façanha de gente competente. E a sombra de Daniel Passarella como coordenador? De jeito nenhum. O técnico sou eu. Escalação é minha responsabilidade. Ele será o coordenador. Vou trabalhar como sempre: trabalhando muito e de forma honesta para vencer o que aparecer pela frente. O Passarella não significará peso ou pressão a mais. Você está satisfeito com as contratações - Tevez, Marcelo Mattos, Domingues, Carlos Alberto e talvez Vagner Love? Quero mais. Preciso de outros atletas que a MSI está buscando. Vem mais gente boa por aí. E será necessário. Só terei 5 dias da volta das férias até a estréia no Paulista. Mas o Corinthians estará preparado. Para jogar e ser cobrado.

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