Christian Bruna/EFE
Christian Bruna/EFE

Tite se diz 'muito feliz e orgulhoso', mas evita adiantar time de estreia na Copa

Técnico afirma que a equipe ainda não está pronta e que o desafio é constante

Almir Leite, enviado especial a Viena, O Estado de S.Paulo

10 Junho 2018 | 14h35

Apesar de se definir como “muito feliz e orgulhoso" com a atuação da seleção brasileira na vitória sobre a Áustria por 3 a 0, neste domingo, o técnico Tite insistiu em não confirmar se a equipe que estreia na Copa do Mundo, dia 17, em Rostov On Don, contra a Suíça, será a que teve uma atuação convincente em Viena. “Eu respondo na quinta ou sexta-feira o time da Copa. Agora eu estou na adrenalina e não tenho como praxe adiantar o time."

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Ele disse que a equipe ainda não está pronta e que o desafio é constante. A cada vitória e a cada boa atuação, cresce a expectativa sobre o rendimento do time. “Nós nos desafiamos para ser sempre melhores e isso faz elevar o nível da equipe, individual e coletivo."

No entanto, o treinador será até incoerente se não colocar em campo contra os suíços o time do último amistoso antes da Copa. Isso porque a equipe funcionou como ele desejava. O quarteto formado por Willian, Philippe Coutinho, Neymar e Gabriel Jesus jogou muito bem, como de resto todo o time, e Tite reconheceu esse bom desempenho.

Ele destacou a intensidade da equipe, que tem como vantagem adicional desgastar o adversário. Foi o que se viu contra a Áustria e o que o treinador espera que aconteça durante a Copa. “O adversário vai cansar diante da mobilidade que essa equipe tem, 60% dos gols dessa equipe saem no segundo tempo. É um time muito móvel e tem de saber tirar proveito disso", afirmou Tite.

Outro fator que leva a crer que Tite não vai mexer na escalação que considera ideal é que ele voltou a dizer que não pretende mexer radicalmente na equipe em função da maneira de jogar dos adversário. Tem alternativas, como escalar um meio de campo mais marcador contra rivais que tenham mais força, mas sem alterar o espírito da equipe, que é ofensivo.

 

“Vamos começar a pensar agora na Suíça", disse o treinador, que na realidade estuda pormenorizadamente o rival da estreia desde o dia do sorteio dos grupos, em dezembro do ano passado. “Temos uma forma de jogar. Não mudamos nosso jeito de jogar se enfrentarmos a Alemanha. Tentamos repetir o padrão", disse, confiante de que tem um time capaz de se livrar de situações difíceis. “Quando tiver pressão, o jogador vai encontrar soluções."

O treinador considerou que a maneira como a equipe se comportou emocionalmente diante da Áustria, que por várias vezes apelou para jogadas ríspidas, até mesmo violentas - o  alvo principal foi Neymar -, foi uma prova do amadurecimento da seleção. Ele destacou que os jogadores não perderam o equilíbrio.

“A concentração competitiva desses atletas é elogiável. Eles se concentraram em jogar. Essa equipe está amadurecendo. Teve um bom desempenho em um jogo de contato", disse o treinador brasileiro.

Ao falar novamente do jeito desafiador que propõe para os jogadores, ele aproveitou para justificar a intensidade dos treinamentos que levou à contusão do volante Fred, atingido por Casemiro em um treino. “A forma como trabalhamos por vezes provoca muito contato. Talvez se tivesse treinos mais leves o Fred não teria machucado, assim como o Renato (Augusto). Mas esse é o preço da excelência."

 

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