Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Tite critica faltas do Japão e cobra mais precisão do ataque da seleção brasileira

Na avaliação do treinador, antijogo do time japonês prejudicou o setor de criação do Brasil em amistoso

Redação, Estadão Conteúdo

06 de junho de 2022 | 12h46

O técnico Tite deixou o gramado do estádio Nacional de Tóquio insatisfeito com as faltas excessivas da equipe do Japão, no amistoso desta segunda-feira. Na sua avaliação, as infrações prejudicaram diretamente a criação da seleção brasileira, que acabou vencendo por 1 a 0, com gol de pênalti marcado por Neymar.

"Eu fiquei bravo porque era falta tática toda hora. Às vezes, eles foram fortes demais, passavam do ponto. E o nosso poder criativo ficava neutralizado. O jogo até te permite isso, mas o árbitro que tem coibir", reclamou o treinador, ao atribuir parte das dificuldades da seleção às faltas.

Ele também culpou os erros de finalizações da seleção pelo placar simples. "A atuação do time foi sólida enquanto não teve o poder criativo maior. Quando teve o poder criativo maior, teve um detalhe que foi significativo: as finalizações têm que ser mais precisas. Hoje tivemos um número bastante grande de finalizações, mas número grande também de finalizações bloqueadas e de finalizações imprecisas."

Nesta segunda, Tite mandou a campo uma zaga formada por Marquinhos e Éder Militão, que substituiu Thiago Silva. Ao fim da partida, o treinador avisou que ainda não decidiu quem serão os zagueiros titulares para a Copa do Mundo do Catar, no fim do ano.

"Os três jogadores jogam muito. Se eu errar, eu acerto. E tem quatro, está uma disputa legal nesse quesito. De preparação, eu vou dizer que esse período te dá a condição de fazer uma fase inteira de uma Copa para a outra. Eu não imaginava estar na seleção brasileira, é um sonho, e fazer um ciclo inteiro. Agora quero oportunizar (sic), gerar confiança nos jogadores, errar e acertar", comentou.

O mesmo vale para Alex Sandro, que nesta segunda ficou no banco de reservas - Guilherme Arana foi o titular na lateral-esquerda. "Estar nessa fase, desse tempo todo de preparação, me permite, me dá um leque. A gente errou, mas oportunizamos. Isso durante uma formação de equipe. Hoje o atleta entra em campo e sabe que não vai ter a cabeça entregue de cabeça. Só o tempo permite isso."

Com o fim da Data Fifa deste mês de junho, a seleção só voltará a campo em setembro para o jogo adiado com a Argentina, pelas Eliminatórias. Tite reiterou nesta segunda que sonha em marcar amistoso com um adversário europeu, mas sabe dos obstáculos para conseguir agendar esta partida.

"Eu queria jogar com a França, campeã do mundo", disse o treinador, antes de pedir ajuda à comissão técnica. "Me ajudem aí: tem a Alemanha, Inglaterra, Espanha, Holanda... Mas tem o mundo real. A gente sabe que vamos enfrentar seleções africanas ou da Concacaf e da Ásia", ponderou.

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