Jonne Roriz/Estadão
Jonne Roriz/Estadão

Tite terá de rever alguns conceitos

Proteção cega e total a um jogador, mesmo sendo ele o craque indiscutível do time, não é algo positivo

Almir Leite*, O Estado de S.Paulo

07 Julho 2018 | 05h00

É fato que a seleção brasileira não perdeu para uma equipe qualquer. A Bélgica pode não ter tradição no futebol, mas, nesta Copa do Mundo, tem um grande time. No entanto, tropeços sempre servem para que se reflita sobre os erros, e sobre o que se pode melhorar.

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É o que deve ser feito a partir de agora. A disposição da CBF de renovar o contrato de Tite e sua comissão é salutar. A fase do “não venceu está fora” parece ter ficado no passado. Tite precisará rever alguns de seus “dogmas” – o uso da expressão se dá pela maneira ferrenha com que o treinador defende seus pontos de vista, muitas vezes de maneira intransigente, o que é um equívoco. O descontrole emocional demonstrado pelos jogadores em vários momentos – inclusive no jogo desta sexta-feira – mostra que é preciso ter um psicólogo na comissão técnica, aliás numerosíssima. O “mentalmente forte” de Tite não existiu quando mais foi preciso.

Capitão tem de ser um só. Com substitutos bem definidos. E proteção cega e total a um jogador, mesmo sendo ele o craque indiscutível do time, não é algo positivo em um elenco que tem ainda outros 22 “operários”.

 

Mas o saldo dos dois anos de trabalho de Tite é positivo, apesar do revés de seu objetivo mais importante. Dessa vez, não será o caso de começar do zero. No entanto, a seleção só sairá do lugar se os erros cometidos forem considerados e corrigidos.

*EDITOR ASSISTENTE DE ESPORTES DO ‘ESTADÃO’

 

 

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