Pedro Martins | DIV
Pedro Martins | DIV

Tite vai usar conversa e 'feeling' para escalar a seleção brasileira

Com pouco tempo para treinar, Tite pergunta a jogadores sobreposicionamento emovimentação preferidos

Almir Leite, enviado especial a Quito, O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2016 | 05h00

Na primeira convocação da seleção brasileira feita por Tite, chamou a atenção a presença de sete jogadores campeões olímpicos – quantidade reduzida com o corte de Rodrigo Caio. Há, no entanto, outro aspecto revelado pela lista: a manutenção da base de seu antecessor, Dunga.

Do elenco da fracassada participação na Copa América Centenário, que resultou na demissão de Dunga, Tite chamou 13 jogadores para as partidas de quinta-feira, contra o Equador, e do dia 6 de setembro, contra a Colômbia pelas Eliminatórias. Sem contar Neymar, que só não fez parte daquele elenco em razão de um acordo que permitiu que jogasse a Olimpíada.

O fato de ter mantido a base de Dunga, porém, não significa que a seleção de Tite será igual. A começar pelo esquema tático. O comandante atual é adepto do 4-1-4-1 e é assim que a equipe deverá jogar. O antigo treinador preferia o 4-4-2.

Tite gosta de treinos intensos, em que trabalha variações de jogadas. Já Dunga optava por treinos de dois toques, em campo reduzido, visando ter um time mais compacto.

No primeiro dos três treinos que Tite tem para montar a equipe para o jogo contra o Equador, ele conversou rapidamente com os jogadores. Depois, já com Miranda, Alisson e Marquinhos, que chegaram ao Equador um pouco mais tarde, fez um trabalho em campo reduzido, para aprimorar toques rápidos.

O treinamento teve o objetivo de adaptar os jogadores à velocidade da bola, maior em Quito por causa da altitude (2.850 metros acima do nível do mar) e também aclimatar os atletas para reduzir sintomas como falta de ar, dor de cabeça e enjoo.

Com pouco tempo para treinar, Tite vai levar em conta o que ouviu dos jogadores sobre suas preferências de posicionamento e movimentação. “Vou buscar o maior número de informações possível e usar de feeling para deixar os atletas confortáveis”, disse.

Para os jogadores, a adaptação aos conceitos de Tite precisa ser rápida. “Ele tem de encher nossas ideias com a filosofia dele porque não temos tempo suficiente para trabalhar. Assim assimilamos o que preciso”, disse o lateral Daniel Alves.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.