Daniel Augusto Jr.|Ag. Corinthians
Daniel Augusto Jr.|Ag. Corinthians

Tite volta a criticar jogo das 11h e questiona autonomia da CBF

Treinador acha horário da manhã uma irresponsabilidade

Vítor Marques, O Estado de S. Paulo

31 de maio de 2016 | 19h18

Tite voltou a fazer duras críticas à tabela do Campeonato Brasileiro, nesta terça-feira, e questionou o poder da CBF para definir o horário dos jogos. O técnico do Corinthians protestou contra o jogo das 11 horas e ainda reforçou a importância de disputar duas partidas em um intervalo mínimo de 72 horas.

O Corinthians disputou seus dois últimos jogos às 11 horas. Primeiro contra a Ponte Preta, em São Paulo, na quinta-feira, e depois contra o Sport, no Recife, domingo. Houve um intervalo exato de 72 horas.

Tite lembrou que isso foi discutido em uma reunião na própria CBF em que participaram o próprio treinador e outros profissionais do esporte.

"Todos os profissionais que estiveram na CBF se manifestaram contra (jogar com menos de 72 horas). É uma falta de responsabilidade da CBF em não pré-determinar uma grade. Não tem autonomia para determinar uma grade e aí isso acontece", afirmou o treinador.

Apesar de ser contra jogar às 11 horas, Tite e o Corinthians pediram para jogar contra a Ponte Preta nesse horário na quinta. O jogo seria disputado às 16 horas e, se isso acontecesse, não haveria um intervalo de 72 horas para a partida contra o Sport.

Sobre o jogo das 11 horas, Tite acredita que o horário é prejudicial para a prática de futebol em alto nível. Segundo ele, é necessário paradas para a hidratação e alguns atletas não se adaptam com a mudança de rotina de alimentação.

"Tinham uns quatro jogadores com cãibra no domingo. Quando o campo é pesado, a perna incha. O Vílson estava entre esses jogadores (que sentiram cãibra)", disse o treinador.

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