Filip Singer/EFE
Filip Singer/EFE

Tite volta de amistosos com vagas abertas na seleção brasileira

Após as partidas com Rússia e Alemanha, auxiliar Sylvinho vai monitorar jogadores em abril para fechar o grupo

Jamil Chade, enviado especial a Berlim, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2018 | 07h00

Duas vitórias nos últimos jogos da seleção brasileira antes da convocação final para a Copa do Mundo reabrem a disputa por vagas no grupo que vai aos campos na Rússia. No início de maio, o treinador Tite terá de apresentar sua lista final. Mas saiu de quase dez dias ao lado de seus jogadores com uma certeza: o grupo não está fechado.

+ Alemanha avança no plano de se tornar a maior potência mundial no futebol

A comissão técnica da seleção admite que existem seis vagas abertas no grupo de 23 atletas que irão ao Mundial. Para que haja uma definição, o auxiliar Sylvinho percorrerá alguns dos principais campeonatos nas próximas quatro semanas para “monitorar” de perto cada um dos candidatos às vagas.

Mas os auxiliares de Tite admitem que não será a quantidade de minutos em campo em amistosos que definirão esses últimos lugares, e sim o desempenho desses jogadores em seus clubes e nos treinamentos.

Do grupo que foi para a Rússia e Alemanha, por exemplo, não entraram em campo nem Willian José, Talisca ou Neto, enquanto Fagner e Geromel estiveram poucos minutos ao lado dos titulares.

Mas a disputa é também entre aqueles que, supostamente, já têm vaga garantida. “A briga pela titularidade é real. Não podemos esconder que ela exista”, disse Tite.

A dupla de zagueiros é uma das dúvidas do treinador. Marquinhos, Thiago Silva e Miranda brigam por duas vagas e Tite sabe que os três estão em grande forma em seus clubes.

Na partida contra a Alemanha, a defesa brasileira com Thiago Silva e Miranda foi elogiada até mesmo pelo técnico Joaquim Löw. Tite também ficou empolgado com o desempenho de Thiago Silva, criticado em 2014 por seu papel frágil como capitão.

“O que está acontecendo está sendo extraordinário. Passamos por momentos de dificuldade, a gente sabe que nem momentos bons, nem momentos de dificuldade são permanentes. Nós, seres humanos, somos capazes de superar cada momento e se reerguer. Fico feliz com esses dois jogos de alto nível”, comemorou o zagueiro do PSG. Já Miranda é mais cauteloso. “Ninguém tem cadeira cativa”, admitiu.

Mas outra disputa se refere à formação do meio campo e mesmo no ataque. A ausência de Neymar, por contusão, abriu a possibilidade por novas combinações.

Fernandinho, Paulinho, Renato Augusto, Coutinho e Willian estão entre as opções de Tite. Mas impressionou o treinador o desempenho ainda de Douglas Costa, dando velocidade e ameaçando a zaga alemã. “Vou ter uma dor de cabeça”, admitiu Tite.

“Vamos monitorar todos em abril e um processo de definição terá de ser acelerado. Vai ser algo desafiador”, completou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.