Titular por 10 anos, Valdir exalta Palmeiras: 'Foi o meu alicerce'

Um dos líderes da Primeira Academia chegou ao clube em 1958 e deu início ao trabalho de preparador de goleiros na década de 1970

Daniel Batista, Diego Salgado, Glauco de Pierri e Gustavo Zucchi, O Estado de S. Paulo

26 de agosto de 2014 | 00h48

O goleiro gaúcho Valdir chegou ao Palmeiras em 1958 para fazer história e se tornar uma das maiores referências do clube na posição. Em dez anos, defendeu as cores do time em 482 jogos, tornando-se um dos líderes da Primeira Academia. "O Palmeiras me projetou para o futebol nacional e internacional. Abriu as portas para minha vida como jogador. Foi o alicerce, onde vivi as minhas maiores alegrias", disse o ex-goleiro em entrevista ao Estado.

Com Valdir na meta, o Palmeiras conquistou quase tudo o que disputou, mesmo durante o auge de Pelé no Santos. Em 1959, por exemplo, bateu o time santista por 2 a 1 na decisão do Campeonato Paulista. No ano seguinte, conquistou a Taça Brasil, fato que repetiria em 1967 - no mesmo ano, a equipe alviverde levantou a taça de mais um torneio nacional, o Robertão.

"O título mais importante para mim foi o Paulistão de 1959. Todos os títulos são grandes, mas essa conquista é especial", afirmou Valdir, que também conquistou o estadual em 1963 e 1966.

Em 1968, o goleiro deixou o Palmeiras e passou a defender o Cruzeiro de Porto Alegre. O retorno, porém, logo aconteceria. Convidado por Oswaldo Brandão, Valdir tornou-se preparador de goleiros do time. O primeiro trabalho foi com Leão, que aos 19 anos, iniciava mais uma dinastia da camisa 1. "Dou muita importância também ao lado humano. Transformei meus goleiros em meus filhos. Fico muito orgulhoso disso", ressaltou.

Segundo ele, o trabalho, aos poucos, foi colocado em prática. O fato ajudou o Palmeiras a manter a tradição de revelar craques para o gol. "Sempre me falavam: onde o goleiro pisa não nasce grama. É mentira. A posição era apenas mal cuidada."

Ao voltar para o clube em 1970, Valdir pôde fazer parte da Segunda Academia, que ainda contava com o talento dos ex-companheiros Dudu e Ademir. Dessa forma, o preparador de goleiros voltou a conquistar título nacionais (Brasileirão de 1972 e 1973) e estaduais (em 1972, 1974 e 1976). "É difícil apontar qual academia foi melhor. São dois grandes times. Cada um tinha o seu valor", disse.

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