Título consolida Hernanes como estrela são-paulina

Volante, titular da equipe do Morumbi desde 2007, não deixou a torcida sentir saudades de Mineiro e Josué

Agencia Estado

07 de dezembro de 2008 | 19h44

Em 2006, quando o São Paulo iniciou sua série de conquistas no Campeonato Brasileiro, Hernanes teve de comemorar de longe: estava emprestado ao Santo André, sem saber qual seria o futuro de sua carreira. Aos 21 anos, ele já havia estourado na idade dos juniores e ainda não havia convencido os dirigentes são-paulinos de que merecia ficar no clube.Veja também:São Paulo é campeão brasileiro pela 6.ª vez na históriaVitória sobre o Goiás dá o título para o São Paulo Brasileirão 2008 - Classificação Brasileirão 2008 - ResultadosNa época, Hernanes não tinha nem sequer posição definida: no São Paulo, já havia jogado de lateral, volante e meia; e na passagem pelo Santo André, atuou até como atacante. Assim, corria o risco de acabar como tantos outros atletas revelados no Morumbi que vagam emprestados por outros clubes.Mas a carreira de Hernanes foi salva por Muricy Ramalho. No início de 2007, o técnico resolveu lhe dar uma última chance: promoveu sua reintegração ao elenco e pediu que ele se firmasse como volante, pois precisava de um substituto para Mineiro, que tinha ido embora para o Hertha Berlim. Com a saída de Josué, no meio do ano, Hernanes foi efetivado como titular ao lado de Richarlyson, uma dupla de volantes que não deixou os são-paulinos sentirem saudade dos titulares do título mundial.As boas atuações renderam a Hernanes o interesse de clubes europeus e convocações para a seleção brasileira. Mas nem tudo foram flores: foi chamado para disputar a Olimpíada de Pequim e, quando voltou com a medalha de bronze no peito, foi criticado por Muricy, que reclamou de sua lentidão. Além disso, viu frustrada uma chance de ir para o Barcelona, que se mostrou um alarme falso.Acostumado a lidar com o treinador, Hernanes preferiu responder da forma que Muricy gosta: dentro de campo. Recuperou a boa forma e, com boas atuações e gols importantes, como o da difícil vitória por 1 a 0 sobre o Náutico, mostrou que era uma figura fundamental para o time. Modesto, ele diz que é apenas mais um jogador importante dentro do grupo. Mas não é à toa que só depois que Hernanes voltou de Pequim que o São Paulo embalou, arrancando para a conquista do título brasileiro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.