TJ nega pedido do Santos para ter acesso aos contratos de venda de Neymar

Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decide barrar a apresentação dos documentos

O Estado de S. Paulo

14 de fevereiro de 2014 | 16h32

SÃO PAULO - A diretoria do Santos sofreu uma nova derrota nos tribunais nesta sexta-feira em relação à venda de Neymar para o Barcelona. Após a 3ª Vara Cível de Santos indeferir o pedido de acesso aos contratos, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) decidiu barrar a apresentação dos documentos. A decisão foi divulgada pela assessoria do jogador, em seu site oficial.

Segundo a nota publicada, o TJ-SP reconhece a ausência de fundamento jurídico para a apresentação dos contratos firmados entre as empresas de Neymar pai e FC Barcelona. "A decisão que converte o agravo de instrumento em agravo retido é irrecorrível por força de lei", diz o documento assinado pelo desembargador J.L.Mônaco da Silva.

Assim, o Santos terá de esperar pela sentença para saber se poderá ter acesso à documentação das empresas do pai de Neymar. O clube havia entrado com o recurso na última quarta-feira, depois de o juiz Gustavo Louzada indeferir o pedido santista pela primeira vez. Antes, o Santos tentou conseguir de forma amigável os documentos firmados entre N&N Consultoria Esportiva e a Neymar Sports Marketing com o clube espanhol, mas também não obteve sucesso.

A diretoria quer detalhes do repasse de 40 milhões de euros feito pelo Barcelona à empresa N&N (de Neymar e Nadine, pais do jogador). O acordo entre as partes foi firmado ainda em 2011, como garantia da preferência do atacante em se transferir para o clube espanhol em 2014, quando acabava seu vínculo com o Santos.

Quando explodiu a polêmica da venda de Neymar, que já derrubou até o presidente do Barcelona, Sandro Rosell, a direção do Barcelona afirmou que o gasto do clube com a contratação foi de 57,1 milhões de euros (R$ 187,2 milhões), dos quais 40 milhões de euros (R$ 131,2 milhões) foram para a empresa N&N, que pertence ao pai de Neymar, e 17,1 milhões de euros (R$ 56 milhões) para o Santos dividir com a DIS, que era dona de parte dos direitos do jogador.

O Santos e os investidores questionam por que é que, mesmo donos da maior parte dos direitos econômicos do jogador, receberam quantia tão pequena dentro do custo total da contratação. Para isso, pedem acesso aos contratos firmados entre o Barcelona e os representantes de Neymar.

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