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Todas as atenções do clássico da Vila Belmiro são para Robinho

Atacante reestreia pelo Santos neste domingo com ótimo retrospecto diante do rival Corinthians: no total, são oito vitórias em nove jogos

Raphael Ramos e Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2014 | 17h00

A Vila Belmiro vai ficar lotada na tarde deste domingo para o clássico entre Santos e Corinthians. E todos os olhares estarão voltados para Robinho, que retorna ao clube com o desejo de se aposentar na Baixada depois de passagens por Real Madrid, Manchester City, Milan e a esperança perdida de um dia ser eleito o melhor jogador do mundo. O Corinthians tenta estragar a festa preparada para o atacante, se manter no G-4 e deixar o rival distante da zona de classificação para a Libertadores.

Os santistas ainda têm vivas na memória – e a esperança de que se repitam – as imagens do garoto de 18 anos, pernas finas, partindo para cima de Rogério, das oito pedaladas, do pênalti marcado e convertido pelo atacante que aliava velocidade, técnica e ousadia, no segundo jogo da decisão do título do Campeonato Brasileiro de 2002 contra o Corinthians. Coube a ele abrir o caminho para que o Santos deixasse para trás os 18 anos de espera por um título.

Depois daquela atuação de gala, Robinho enfrentou o Corinthians – há quem diga que é o seu time da infância, como continua sendo o do seu pai, Gilvan de Souza – outras oito vezes e em nenhuma delas saiu de campo derrotado. Foram sete vitórias e um empate. Robinho, motivado e feliz com a volta para o Santos, não arrisca palpite para o jogo de hoje, mas avisa que costuma dar sorte contra o Corinthians.

É a segunda reestreia dele depois de ter ido para o Real Madrid em 2005. A primeira foi diante do São Paulo, na Arena Barueri, em 2010. Como ele não vinha jogando no Manchester City, chegou fora de forma e ficou no banco durante o primeiro tempo. Na etapa final, com o jogo empatado por 1 a 1, entrou e levou o time à vitória com um gol de letra em Rogério Ceni.

Era o início de mais um ciclo vitorioso de um dos jogadores que mais se identificaram com o torcedor santista, com as conquistas do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil de 2010 – além de ter contribuído para o amadurecimento de Neymar e Ganso. As recompensas foram a convocação para defender a seleção na Copa da África do Sul, em 2010, e a transferência para o Milan.

"Volto com a mesma vontade de jogar bem, com a mesma alegria que tive ao pisar a primeira vez no gramado da Vila, e espero ajudar no necessário. O Santos tem jogadores talentosos, como Gabigol e Geuvânio. Espero que a minha terceira passagem seja igual ou melhor do que as anteriores", disse Robinho no dia da sua apresentação.

Mais do que ajudar na formação das novas promessas de craques santistas, Robinho poderá ser decisivo na recuperação de Leandro Damião, que em 18 jogos (nem todos completos) marcou apenas cinco gols. Também pode-se esperar que com a volta de um dos seus maiores ídolos, o Santos deixe de oscilar tanto – depois da Copa do Mundo ganhou do Palmeiras e da Chapecoense e perdeu do Fluminense e do Internacional – e passe a ser candidato ao título brasileiro ou, pelo menos, a uma vaga para a Libertadores.

No Corinthians, Mano Menezes tenta tirar o peso de ter de enfrentar Robinho para se concentrar em como fazer a sua equipe voltar a jogar bem depois de dois jogos ruins: empate sem gols com o Coritiba e derrota por 1 a 0 para o Bahia pela Copa do Brasil. "Não espero um milagre, mas o Corinthians tem capacidade para fazer um bom jogo", disse Mano. Recuperados de lesão, Guerrero e Jadson voltam à equipe. Sem Fagner, suspenso, Guilherme Andrade será o lateral-direito.

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