Maxim Zmeyev/Reuters
Maxim Zmeyev/Reuters

‘Todas as informações da Copa no Brasil foram transferidas’, diz diretor da Fifa

Sete brasileiros estão trabalhando em áreas operacionais relacionadas à realização do próximo Mundial

Raphael Ramos, O Estado de S. Paulo

13 Fevereiro 2017 | 07h00

A realização da Copa das Confederações na Rússia no meio do ano está sendo acompanhada de perto pela Fifa. A entidade está utilizando as informações obtidas no Mundial realizado no Brasil, em 2014, como forma de evitar que alguns problemas sejam repetidos.

De acordo com Colin Smith, diretor executivo de Competições e Eventos da Fifa, sete brasileiros trabalham em áreas operacionais da organização da próxima Copa, a fim de passar a experiência da competição realizada em solo brasileiro.

Como estão as obras para a Copa das Confederações?

Restando pouco mais de quatro meses para o torneio na Rússia, estamos chegando perto da fase de testes, com eventos nos estádios. Esses eventos-teste são essenciais para identificar problemas e treinar as equipes operacionais envolvidas em tráfego, gerenciamento de filas, segurança, voluntários e fluxos de torcedores. Concluímos a primeira fase da venda de ingressos e vamos retomar a comercialização em 1.º de março. Além disso, recebemos um número recorde de pedidos de voluntários, quase 180.000 pessoas, sendo que mais de um quarto veio de fora da Rússia.

O Brasil teve muitos problemas com atrasos na construção de estádios para a Copa do Mundo de 2014. O que a Fifa aprendeu para que os mesmos erros não sejam cometidos na Rússia?

Quando você fala sobre grandes projetos de construção, como um estádio de futebol, você pode enfrentar todos os tipos de desafios que possam existir. Como em qualquer projeto desse porte, é importante ter monitoramento no local e abordar (regularmente) todas as questões de forma consistente e construtiva.

O Comitê Organizador Local da Rússia está trabalhando em conjunto com o Comitê Organizador Local do Brasil? Em que áreas os dois países trabalham juntos?

Os membros do comitê russo observaram e até mesmo trabalharam em vários eventos no Brasil, incluindo não só a Copa das Confederações (em 2013) e a Copa do Mundo, mas também nos sorteios (dos grupos) e workshops. Temos também um programa de transferência de conhecimento que permite que todas as informações da Copa de 2014, no Brasil, sejam armazenadas e transferidas para futuras edições da Copa do Mundo, com relatórios, melhores práticas, dicas de especialistas, fotos e vídeos. Temos ainda sete colegas brasileiros que trouxemos para trabalhar na sede da Fifa, em Zurique, depois da Copa do Mundo. Eles estão empregados em diferentes áreas operacionais relacionadas à realização dos próximos eventos na Rússia. Mas, é importante ter em mente que não há um formato definido. Cada país anfitrião é diferente, com os seus próprios desafios e estruturas, o que também significa que o know-how local é absolutamente indispensável.

A crise enfrentada pela economia russa no ano passado poderá causar problemas na Copa das Confederações?

O Comitê Organizador Local e as autoridades russas garantiram que os ajustes orçamentários não terão impacto na entrega ou no nível do serviço oferecido durante a Copa das Confederações. Já o orçamento operacional do Comitê Organizador para o torneio é totalmente coberto pela Fifa.

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